sábado, 27 de agosto de 2011

Agora tanto faz.


Sinto meu paladar amargo, mas sei que esse gosto não vai permanecer por muitas horas, logo o amargo fica doce e o gosto fica bom de se sentir, entende.? É engraçado...chega ser cômico, talvez irônico, mas gosto dessa mistura, desse amargo quase doce. Me lembra poesias baratas, daquelas com rimas mal feitas, sem paixão, quase sem vida.
Estou vagando, vagando pelas poucas lembranças da vida, algumas até bobas, mas cada uma com o valor merecido, só que não passam de lembranças vividas.
Queria eu me perguntar o motivo desse riso irônico nos lábios, mas quer saber.? Estou cansada de perguntas, quem sabe um dia elas se tornem respostas...e se não se tornarem o que me importa.? Agora tanto faz.
Não sinto mais o peso sobre minhas costas, parece que ele foi embora, porem sei que vou sentir saudades, vou querer sentir um pouco do drama, até mesmo de sentir um pouco da dor que é ter uma ferida invisível.
Onde vou parar.? Para que lugar estou indo.? Em que estou pensando.? Sabe, ultimamente tenho feito teorias sobre as pessoas, acabei percebendo que todas elas tem problemas, assim como também tenho, mas acho esse problema tão inútil, tão mesquinho e sem validade.
Não entendo o motivo das pessoas esconderem os sentimentos, mas que sisma estranha, tão fútil... ninguém gosta de expor os sentimentos.? Não é bonito trancar os sentimentos para que só você tenha acesso, não seja mesquinho, compartilhe o que você tem de bonito, o que em você é bonito.
Mas... mas voltando a falar sobre o meu paladar, sinto um gosto doce, chegar ser enjoativo, mas é gostoso, entende.?

Samanta Souza e Silva (S.S.S)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Hoje acordei assim.



Hoje vi o sol bater forte pela janela do meu quarto, ouvi pássaros cantando suas melodias de autoria própria, observei pessoas sorrindo junto de um céu limpo e bonito.
Hoje vi crianças correndo atrás de pipas, brincando de esconde e tomando sorvete de uva deixando o mesmo cair por toda roupa.
Hoje senti o cheiro das folhas que caíram das arvores, sorri para os que estavam de mau humor e parei para ver tamanha beleza que é o relógio de Londres.
Hoje cantei musicas antigas, brinquei de nomes, falei novas línguas e sorrio como se fosse meu primeiro sorriso. Tive tempo de colocar uma roupa nova, limpar os sapatos e sair como se estivesse desfilando para o mundo todo.
Hoje elogiei pessoas desconhecidas, contei piadas para meus amigos e abracei aqueles que precisavam de abraços apertados.
Hoje encontrei com meu amor, lhe beijei os lábios, fiz juras de um amor temporário, disse coias apaixonadas só para presenciar novamente aquele sorriso lindo, aquele sorriso que me faz borbulhar o estomago.
Hoje prestei atenção nos que estavam falando, anotei frases de poetas desconhecidos, recolhi flores e as coloquei como enfeite sobre a mesa de jantar.
Hoje fui poeta, escrevi romances falhos e romances bonitos, toquei meu velho instrumento e presenciei o sol ir embora diante de todo aquele céu bonito.
Hoje não quero dormir, pois ainda preciso ligar para velhos amigos e contar as novidades de como as pessoas podem sorrir sem muito esforço 


Samanta Souza e Silva (S.S.S)