terça-feira, 27 de julho de 2010

Uma boate.

As luzes estavam fortes como se fossem faróis de caminhão, a musica penetrava em meus ouvidos como se estivessem me convidando para entrar, as pessoas sorriam e esperavam na enorme fila onde seguia para dentro da boate. Meus instintos quiseram entrar naquela boate e saber o que tanto me chamo à atenção, a musica era uma daquelas agitadas onde as pessoas dançam fazendo movimentos estranhos porem sensuais. Havia muitas pessoas no lugar, algumas dançando e outras bebendo, dava para ver que no lugar havia muitas pessoas bonitas, inclusive uma garota de cabelos pretos seguindo ate os ombros, ela tinha os olhos meios puxados e covinhas ao lado de seu lábio, seu sorriso era encantador algo como um convite para que eu provasse daqueles lábios finos. Meu olhar sobre a garota passeava pelo seu corpo como as musicas penetravam em meus ouvidos, ela me fitava os olhos e eu a fitava por inteiro sem deixar faltar um detalhe. Nossos olhares conversavam como se quisessem ir alem de uma simples e rápida conversa, seus movimentos junto da musica eram perfeitos e sua face alegre me cativava para que eu me aproximasse cada vez mais daquela garota, ate que me aproximei, dançamos umas musicas, trocamos intensos olhares e demos risadas largas. Mais em certo momento a garota me toca os cabelos e aproxima seus lábios perto de meus ouvidos onde pronunciou algumas palavras, a qual não sub decifrar, me deixou um leve sorriso e se dirigiu meio a multidão que dançava a ultima musica da boate.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

No meu sonho.

Ainda era de manha, e você entrava pela porta do meu quarto me despertando para desejar um “bom dia”, acordei com seu sorriso meigo e sua presença ao meu lado na cama, seu corpo queria estar próximo ao meu, mais meu travesseiro impedia que você chegasse mais perto, nesse mesmo instante tiramos o mesmo do nosso meio e nos abraçamos sem ter hora de acabar. Você me dizia coisas que eu não entendia, me sorria ao pé do ouvido e dava as mais gostosas gargalhadas ao receber minhas respostas cretinas. Você não se conteve e subiu em cima de mim, deixando nossos corpos ainda mais juntos, me beijava carinhosamente e eu os retribuía apaixonadamente, nossas mãos passeavam pelos nossos corpos, e você sussurrava coisas no meu ouvido, eu lhe perguntava se isso era bom, e você me respondia que sim e sorria a cada palavra vinda de mim, o sol entrava pela janela do meu quarto e batia no seu rosto de pele clara e macia, e assim dávamos continuidade aos nossos carinhos e beijos apaixonados.

Incrível, mais ate no meu sonho você esta radiante, arrancando de mim suspiros apaixonados. O sonho foi curto, mais desejei como nunca voltar ao meu sono e sonhar tudo mais uma vez.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Talvez

Talvez eu queira conhecer novos lugares, ver novos horizontes, fugir daqui e ir para outro lugar, um lugar onde eu possa correr, chorar, sorrir e gritar sem o medo de me sentir inconveniente, quero novas fotos, um desenho sem sentido e uma arvore que me proteja do sol. Talvez eu precise conhecer novos rostos, ver que não existe apenas um (a) ver que nem todos são iguais e perceber que alguns sempre decaem, e outros sempre permanecem no topo como frutas entocáveis. Talvez eu precise de um novo corte de cabelo, uma boa calça jeans e um ótimo par de sapatos, aqueles quadriculados que com o tempo fura na ponta do dedão do pé e mesmo assim continua bonito de se ver. Talvez eu precise aprender sobre sentimentos, entender que não pedimos para gostar, odiar ou ate mesmo sentir saudades de alguém, os sentimentos acontecem e o engraçado é que ninguém pede para que aconteça. Talvez eu precise aprender que a morte não é o fim do mundo, que o paraíso não é aqui e que a vida é curta. Talvez eu precise de um novo amor, daqueles que deixa as mãos geladas, o coração disparado e o corpo tremulo, iguais aqueles filmes de romance, que no final tudo da certo. Talvez eu precise andar por ai, colher algumas flores, arriscar nos jogos de azar, rabiscar o chão com giz de cera e correr por ai brincando como uma criança.

Talvez eu precise apagar essas palavras e colocá-las de uma forma menos complicada de se entender. Talvez eu só precise de uma boa noite de sono... Talvez.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O ultimo beijo.


Ela caminhava alegremente, como se o sol fosse aparecer somente para ela naquele dia frio, sua face transparecia tranqüilidade e seu sorriso dava o toque final ao cenário de felicidade. Ela estava à procura de um amor antigo, um amor que nunca a fizera esquecer tamanha pureza, ela tomou seu caminho ate encontrá-lo, e quando encontrou se postou frente ao seu amor e o fitou de forma acolhedora, dessa vez não quis tocá-lo, preferiu admirar sua face por longos minutos sem dizer nenhuma palavra. Seu amor ficou por não entender a presença dela e o motivo do qual estaria ali o fitando. Ela então sorrio, mais ainda continuou a olhar, olhar a face boba do seu amor, olhar o sorriso tímido que seu amor lhe dava quando a via, olhar que seu amor ainda podia lhe arrancar suspiros e fazer com que ela desse um dos melhores sorrisos sem o esforço de contar uma humilde piada, seu olhar era de saudade, saudade de um amor antigo, saudades de um amor que marcou para sempre a vida de uma menina boba.

Os lábios dela procuraram os do seu amor, um rápido e leve beijo aconteceu, algumas lembranças, um segredo e muitas perguntas. Ela se levantou dando um pequeno tchau ao seu amor, e seu amor não entendeu nada do que havia acontecendo, ela deu de ombro e foi frente ao ônibus que vinha em alta velocidade, o mesmo que tirara a vida do seu amor após umas semanas.

Musica.

Oh, aquela musica me lembra muito você, me lembra quando aceitei ouvi-la pela primeira vez, me lembro o modo em como ela penetrou nos meus ouvidos e logo me fez querer cantá-la. “Quem foi que disse que pra estar junto precisa estar perto”, as palavras se juntavam e dava forma a nossa historia, parecia que a musica tinha sido feita para nós, para resumir um pouco de tudo que se passava entre nós. Não havia musica que descrevesse melhor tudo o que havia acontecido entre a gente se não fosse essa. Me lembro de quando você a contou para mim, sua voz rouca misturada com o tom de voz de uma criança, isso me causava alegria, me fazia querer cantar para me sentir perto de você, “Vem pra cá, pra eu ver que juntos estamos”.

Esta musica se tornou a “canção da saudade” algo como matar minha saudade de você, como controlar minha saudade por você. Oh, como não me canso de cantar, de cantar para você, de cantar para você me ouvir, de cantar para você sentir, será que mesmo longe você poderá me ouvir.?


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Reviver.

Sophia estava sentada em um daqueles bancos de boate que costumam ficar perto do balcão onde serve bebidas, em sua mão direita estava um copo de uísque acompanhado de um cigarro pela metade, seu olhar passeava pela boate na esperança de encontrar um rosto familiar junto de seus pés que insistiam em acompanhar o ritmo do rock antigo que estava por tocar. Do outro lado da boate havia umas cadeiras que davam de frente para um pequeno palco onde tinha uma banda desconhecida tocando, em uma dessas cadeiras estava sentada uma garota de cabelo preto e pele branca, estava usando uma jaqueta de couro junto de um jeans escuro, a atenção da menina estava fixa na banda que estava tocando, e os olhares de Sophia estava sobre a tal menina.

-Essa é uma das melhores musicas que conheço, deveriam fazer musicas iguais a esta hoje em dia, não acha.?

Sophia agora estava sentada ao lado da menina, deixando a fumaça de seu cigarro sair de sua boca e invadir o rosto da menina que acabara de “conhecer”. A menina ficou por fitar Sophia alguns instantes voltando novamente a fitar banda.

-Sim, é por esse motivo que ainda venho aqui, as musicas são as que eu adorava ouvir e que hoje em dia não se ouve com tanta freqüência.

-Verdade, aqui é o único lugar que ainda toca esse tipo de musica, desculpa a pergunta boba que vou lhe fazer, mais é que estou curiosa para saber, você costuma vir sempre aqui?

A tal menina sorriu de uma forma agradável, voltando seu olhar para Sophia, dessa vez chegou um pouco próximo para que sua voz chegasse melhor ate os ouvidos de Sophia.

-Costumava vir sempre, mais estive de viagem, então fiquei um tempo sem vir, mais como estou de volta vou começar a freqüentar mais esse lugar, não consigo ficar sem ouvir essas musicas.

Ambas sorriram e se entre olharam por longos minutos, alguns desvios de olhares e uma liberdade de quem se conhecia há muito tempo, nenhuma palavra foi dita nesse momento, mais os olhares diziam muitas coisas junto dos movimentos vergonhosos e desculpas bobas para se tocarem rapidamente.

-Me desculpe, mais qual é seu nome.?

Sophia dessa vez se inclinou para perto da menina colocando seu ouvido próximo dos lábios dela, esperando pela sua reposta, o jeito que a voz da menina penetrava pelos ouvidos de Sophia a fazia relembrar momentos não tão distantes.

-Não é uma boa idéia eu te falar meu nome, pois você sabe quem sou, já se passaram tanto tempo, aconteceram tantas coisas e mesmo assim parece que sinto os mesmo sentimentos.

Ambas se olharam, desta vez deixaram o silencio dominar aquele momento, os olhares eram triste vindo de uma saudade profunda. Sophia deixou suas mãos repousarem sobre suas pernas, seus lábios tremiam como se quisessem falar alguma coisa, mais a coragem não era tão grande para que ela pudesse tomar tamanha atitude.

-Eu tenho que ir embora, vai ser melhor.

No instante que amenina procura a porta de saída Sophia à segura por um de seus braços impedindo sua partida, nesse instante ambas ficaram se olhando.

-Você já saiu da minha vida uma vez, e me fez sofrer por isso, não posso permitir que saia da minha vida outra vez, não desta vez.!


terça-feira, 6 de julho de 2010

Nas mãos.

Sempre quis ter algo em minhas mãos, algo que vá alem de meus dedos, minhas linhas, algo que eu possa saciar o prazer ao simples tocar, que eu possa desejar dia e noite, que não me enjoe de ter nas mãos. Quero algo mais valioso que diamante, onde meus olhos não vêem a imperfeição, quero poder apalpar, chamar de meu, viver alem das humildes palavras, quero sentir o calor e frio, sentir o corpo e ouvir o descompassar do coração. Quero lembrar-me do cheiro, viajar alem da realidade e mesmo assim ainda ter algo em minhas mãos.

Quero ter seu amor, seu coração.