O frio era tão acolhedor visto da minha cama, parecia não me deixar levantar dali, parecia não me deixar viver aquele dia sem que fosse fora daquela cama de lençóis frios.
Meu corpo estava enjoado, nauseado de tantas palavras repetidas, marteladas na cabeça, mas para que.? Não entendia o motivo de cada palavra fixada no pensamento, nunca entendi o motivo de todo o acontecido.
Alguns pingos de chuva caiam sobre minha janela e os mesmos adentravam pelo chão do meu quarto, aqueles pingos de água pareciam grandes rios sem fim, mas para mim eram rasos demais, não dava para se afogar, afogar todas as angustias feitas por mim mesma, entende.?
O frio era cauteloso, mas enlouquecedor quando se sentia demais. Era leve, mas doía a pele por estar exposta demais.
Haviam tantas perguntas na minha cabeça, todas eram como fotos sem Flash, daquelas que permanece na cabeça e esquece de ir embora. Uma das minhas perguntas era aquela que nunca soube responder, pois não sabia onde é que havia colocado minha felicidade. Não sei onde foi que enfiei minha felicidade, Talvez ela esteja no bolso de qualquer pessoa, talvez alguém levou-a com sigo sem que eu percebesse, sem que me desse falta.
Samanta Souza e Silva (S.S.S)

























