quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Meu frio


O frio era tão acolhedor visto da minha cama, parecia não me deixar levantar dali, parecia não me deixar viver aquele dia sem que fosse fora daquela cama de lençóis frios.
Meu corpo estava enjoado, nauseado de tantas palavras repetidas, marteladas na cabeça, mas para que.? Não entendia o motivo de cada palavra fixada no pensamento, nunca entendi o motivo de todo o acontecido.
Alguns pingos de chuva caiam sobre minha janela e os mesmos adentravam pelo chão do meu quarto, aqueles pingos de água pareciam grandes rios sem fim, mas para mim eram rasos demais, não dava para se afogar, afogar todas as angustias feitas por mim mesma, entende.?
O frio era cauteloso, mas enlouquecedor quando se sentia demais. Era leve, mas doía a pele por estar exposta demais.
Haviam tantas perguntas na minha cabeça, todas eram como fotos sem Flash, daquelas que permanece na cabeça e esquece de ir embora. Uma das minhas perguntas era aquela que nunca soube responder, pois não sabia onde é que havia colocado minha felicidade. Não sei onde foi que enfiei minha felicidade, Talvez ela esteja no bolso de qualquer pessoa, talvez alguém levou-a com sigo sem que eu percebesse, sem que me desse falta.
                                  Samanta Souza e Silva (S.S.S)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Então.

É assustador, as vezes até enlouquecedor, mas se torna tão normal, tão rotineiro que já nem se nota sua presença. Ultimamente tenho sido amiga da tristeza e ela também tem sido fiel a minha pessoa, parece que aqui é um bom lugar para que ela fique, pois gosto de sua companhia, aprecio o silencio que ela trás.
Por algum motivo o céu não quis trazer o sol no dia de hoje, tudo estava tão opaco, preto e branco, sem cor alguma, já sem nenhuma vida. Na minha cama havia somente meu corpo magro junto aos lençóis gelados de seda branca, também sem vida alguma, talvez tivesse vida, mas já não se tinha vontade de viver.
Me perdi em alguns pensamentos, alguns vagos e outros considerados tão importantes, mas um em especial me chamou a atenção, acabei crendo que os seres humanos gostam da dor que a vida trás, mas não é qualquer tipo de dor, e sim aquela dor que não se pode ver, aquela que fica dentro do peito martelando até te deixar louco.
Notei que é tão bom perder a cabeça e mesmo assim continuar com ela no corpo, essa contradição que vivemos, essas historias insanas que mal sabemos o motivo da existência, mas que sofremos e sorrimos com todas elas.
Sem exitar, sem recuar, sem querer você vive e vive por saber que tem que viver, mesmo sem saber o motivo, é tudo tão embaraçoso, parece um emaranhado de coisas sem fim, sem respostas.
O sol não esteve presente hoje, mas quem sabe amanhã, ou depois, quem sabe algum dia. 


Samanta Souza e Silva (S.S.S)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Te lembrar é tão bom

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Te lembrar é tão bom, me faz tão bem, mas não saber onde tudo vai dar...não saber o dia de amanhã é tão ruim.
Você é linda, não imagina o quanto é linda, não imagina o tamanho do seu encanto sobre minha pessoa, mas devo te pedir uma coisa...não me deixe voar, pois sei que vou querer te levar junto e não sei se vai querer me acompanhar.
Seus olhos, seus olhos me fazem também querer voar, mas repito.! Não me deixe voar, caso você não queria ir comigo. Essa incerteza é tão cruel, mastiga todo meu juízo, minha sensatez.
Eu me perco, me perco quando você diz algo bonito, me perco admirando sua beleza, tanto por dentro quanto por fora. Então, me perco sem ao menos saber o seu nome, seu interesse, seus sentidos, mas sei quem é você.
Eu sei...sei que é feio pedir, mas se você tiver um cantinho sobrando no seu coração, se você tiver um pequeno lugar vago, será que pode me colocar dentro dele.?
É gostoso ter você no pensamento, me faz sorrir, posso ter a liberdade de te concertar, desconcertar, posso ter a liberdade de te abraçar, tocar, sentir, imaginar, imaginar, imaginar, mas uma hora acordar.
Não, não é dura essa minha realidade, é até gostosa de se viver, mas é que as vezes perco o controle da ansiedade, talvez eu perca o controle da excitação por querer te ver, admirar o seu riso, te olhar...
Estou pensando em você...e por mais que eu tente parar não consigo, parece que um assunto puxa o outro e todos esses assuntos te puxam para mim, para dentro da minha cabeça. 
Eu não sei, não consigo entender toda essa mistura de sentimentos, existem punhados de alegrias, pitadas de sentimentos, xícaras de sonhos e colheradas de tanto encanto. Não sei, eu não sei o que isso vai virar, não sei onde vai dar, muito menos sei o que vai acontecer, mas sei que quero ficar, quero continuar e o dia de amanhã...bom, amanhã a gente vê o que vai acontecer, ou onde tudo vai dar. 
Será que você entende.? Entende menina.? Talvez não importa, deixa com que o vento leve. 

Samanta Souza e Silva (S.S.S)

domingo, 25 de setembro de 2011

Estou de porre


Já não sinto meus pés tocarem o chão, mas sinto que meu corpo está leve, quase que flutuando no ar, mesmo sem ter saído do solo.
Não sinto nenhum tipo de sentimento ruim, apenas sinto uma paz que não sei ao certo como explicar, mas sei que sinto...e é de não saber nada, que tiro toda a graça das situações. Me desculpe pela confusão, linda menina, mas quando eu saber direitinho das coisas, vou te contar, não se preocupe, está bem.?
Sinto-me como se estivesse bêbada, sinto como se estivesse em um daqueles porres onde o enjoo toma conta do seu corpo, junto do formigamento das mãos e o frio que sobe dos pés a cabeça, mas a unica diferença é que a minha "bebedeira" é de paixão, daquelas que deixa o estomago borbulhando de tanta excitação, de tanta vontade, tanto desejo...
Está é exatamente a palavra que vou usar, estou bêbada, mas bêbada de paixão, quase que em coma alcoólico de paixão. Confesso ser tão bom, estou me embragando e não estou enjoando, muito menos querendo parar. Então, você também está embragada.?

Samanta Souza e Silva (S.S.S)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Doutor.


Doutor, estou ficando piradinho, louco, com parafusos a menos na cabeça. Sinto-me como se estivesse em outro mundo, parece que tudo tem mais cores e as paisagens são tão lindas, com verdes de arder os olhos.

Doutor, te contei das águas.? São tão azuladas, brilhantes e cristalinas, chega dar sede, chega dar vontade de mergulhar lá dentro e só sair quando enrugar os dedos.
Doutor, estou mesmo louco, não acha.? Isso acontece sempre quando me deparo frente a uma bela menina.
Quando estou olhando nos olhos dela, sinto que estou novamente voltando para esse tal lugar bonito, mas não existe ninguém nesse lugar, só existe as águas cristalinas, o verde de arder os olhos e os pássaros cantarolando sem parar. 
Doutor, minha cabeça parece um toca fita velho, fica se repetindo por varias e varias vezes a imagem da bela menina, depois a imagem do lugar bonito e por fim o verde de arder os olhos. 
Sem contar o frio que fica minhas mãos, sinto enjoo, depois uma tremedeira da cabeça aos pés, junto das borboletas que decidem voar dentro do meu estomago, isso é mesmo loucura.?
Doutor, o senhor acha que existe cura.? Algum tipo de remédio, algo que me faça parar com essas imagens, essa garota e esse lugar surreal.? Ainda não te contei, mas meu coração acelera e eu não consigo fazer com que volte ao normal. O que o senhor me sugere.? Me diz, doutor, isso está me enlouquecendo, é mesmo uma loucura.?

Durante o intervalo de 5 minutos o doutor observa o garoto por cima do óculos caído sobre seu nariz. Observa...observa e por fim leva uma de suas mãos até a testa do garoto, deixando com que sua expressão de espanto tomasse conta do momento.

Sim, meu garoto, você está mesmo louco, piradinho, faltando parafusos na cabeça, mas não se preocupe, isso não é uma doença ruim, isso chega dar riso com o tempo. Mas vou lhe informar que não existe remédios para essa tal "doença", ao menos nunca o vi em farmácias. 
Receito a você que vá atras da bela menina e explique o que está acontecendo. 
Creio que essa tal menina possa lhe informar direitinho o que está se passando com você, mas fique sabendo que o nome dessa loucura é amor e tome cuidado.! Pois o único remédio é ficar perto de quem te deixa louco 

Samanta Souza e Silva (S.S.S)

sábado, 27 de agosto de 2011

Agora tanto faz.


Sinto meu paladar amargo, mas sei que esse gosto não vai permanecer por muitas horas, logo o amargo fica doce e o gosto fica bom de se sentir, entende.? É engraçado...chega ser cômico, talvez irônico, mas gosto dessa mistura, desse amargo quase doce. Me lembra poesias baratas, daquelas com rimas mal feitas, sem paixão, quase sem vida.
Estou vagando, vagando pelas poucas lembranças da vida, algumas até bobas, mas cada uma com o valor merecido, só que não passam de lembranças vividas.
Queria eu me perguntar o motivo desse riso irônico nos lábios, mas quer saber.? Estou cansada de perguntas, quem sabe um dia elas se tornem respostas...e se não se tornarem o que me importa.? Agora tanto faz.
Não sinto mais o peso sobre minhas costas, parece que ele foi embora, porem sei que vou sentir saudades, vou querer sentir um pouco do drama, até mesmo de sentir um pouco da dor que é ter uma ferida invisível.
Onde vou parar.? Para que lugar estou indo.? Em que estou pensando.? Sabe, ultimamente tenho feito teorias sobre as pessoas, acabei percebendo que todas elas tem problemas, assim como também tenho, mas acho esse problema tão inútil, tão mesquinho e sem validade.
Não entendo o motivo das pessoas esconderem os sentimentos, mas que sisma estranha, tão fútil... ninguém gosta de expor os sentimentos.? Não é bonito trancar os sentimentos para que só você tenha acesso, não seja mesquinho, compartilhe o que você tem de bonito, o que em você é bonito.
Mas... mas voltando a falar sobre o meu paladar, sinto um gosto doce, chegar ser enjoativo, mas é gostoso, entende.?

Samanta Souza e Silva (S.S.S)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Hoje acordei assim.



Hoje vi o sol bater forte pela janela do meu quarto, ouvi pássaros cantando suas melodias de autoria própria, observei pessoas sorrindo junto de um céu limpo e bonito.
Hoje vi crianças correndo atrás de pipas, brincando de esconde e tomando sorvete de uva deixando o mesmo cair por toda roupa.
Hoje senti o cheiro das folhas que caíram das arvores, sorri para os que estavam de mau humor e parei para ver tamanha beleza que é o relógio de Londres.
Hoje cantei musicas antigas, brinquei de nomes, falei novas línguas e sorrio como se fosse meu primeiro sorriso. Tive tempo de colocar uma roupa nova, limpar os sapatos e sair como se estivesse desfilando para o mundo todo.
Hoje elogiei pessoas desconhecidas, contei piadas para meus amigos e abracei aqueles que precisavam de abraços apertados.
Hoje encontrei com meu amor, lhe beijei os lábios, fiz juras de um amor temporário, disse coias apaixonadas só para presenciar novamente aquele sorriso lindo, aquele sorriso que me faz borbulhar o estomago.
Hoje prestei atenção nos que estavam falando, anotei frases de poetas desconhecidos, recolhi flores e as coloquei como enfeite sobre a mesa de jantar.
Hoje fui poeta, escrevi romances falhos e romances bonitos, toquei meu velho instrumento e presenciei o sol ir embora diante de todo aquele céu bonito.
Hoje não quero dormir, pois ainda preciso ligar para velhos amigos e contar as novidades de como as pessoas podem sorrir sem muito esforço 


Samanta Souza e Silva (S.S.S)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Fique um pouco mais


Por favor, não vire as costas logo agora, fique ao menos para o café, prometo não tomar muito do teu tempo, mas é que ando tão cansado, tão fora de mim, mas tão dentro de você, será que pode entender.?
Peço para que não pense coisas erradas a meu respeito, mas preciso dizer que sinto falta de você, sinto falta do teu sexo, chego a me embriagar de tanta falta. Isso faz com que eu tenha lembranças suas, confesso que algumas delas me fizeram acreditar que você estaria do meu lado.
Sente-se, pois logo seu café irá chegar, não vou ligar se depois de toma-lo você quiser ir embora, mas vou gostar que fique, sua presença me agrada, conforta, entende.?

Samanta Souza e Silva

terça-feira, 19 de julho de 2011

São apenas sentimentos




Por mais confusos e desastrosos, sempre soube dos meus sentimentos por você, sempre tive a lucidez de saber o que sentia e ainda sinto.
Escrever para você, escrever sobre você sempre me foi algo bom, pois sempre expressei aquilo que transbordava dentro de mim, aquilo que transbordava pelo sorriso.
Talvez eu ainda te ame, talvez eu ainda queira "lutar" para que um dia eu possa acordar ao seu lado e dizer " Bom dia ". Sinto um aperto tão grande, uma saudade inexplicável junto da vontade de você, aquela vontade que sempre tive, mas que nunca pude saciar.
Hoje você está distante de mim e eu estou distante de você, mas o engraçado de tudo isso é como me sinto diante dessa situação. 
Lembro-me de como te colocava nos meus planos, como sempre te coloquei na minha vida e você, bom... você sempre me deixou duvidas sobre isso, optei por entender que em sua vida nunca estive e provavelmente nunca vou estar.
O problema é que ainda não consegui te arrancar de mim, arrancar tudo aquilo que nos meus pensamentos pude construir, não consigo parar de comparar você com outras pessoas, não consigo parar de menosprezar os outros por achar que você sempre será a unica pessoa que encaixa perfeitamente em mim. Talvez isso de o ar de que você sempre será a unica, mas preciso ter um pouco de esperança, preciso pensar que você um dia vai se tornar uma lembrança boa.
Não consigo explicar o tamanho da falta que sinto de você, ultimamente tenho sentido tanto a sua falta, você não faz ideia, você também não faz ideia de como me sinto boba com isso, sinto que de você eu não vou saber esquecer, mas preciso, preciso parar de criar ilusões. 
Sempre me questiono por não saber o que aconteceu, me questiono por não ter feito nada, por ter feito muito ou por não saber o que estava fazendo. São tantos "talvez", me perco sem ao menos ter chegado a uma conclusão que me faça entender onde tudo foi parar, onde tudo chegou.
Sinto vontades, vontade de te abraçar apertado, sentir aquele cheiro bom, sentir o conforto que tinha quando estava perto de você, queria novamente beijar seu rosto e perguntar como está sendo seu dia. Queria perguntar se aceitaria um cigarro, pois imagino que novamente vou te ver fumar com toda aquela calmaria, sem pressa, sem medo. 
Hoje me encontro... pra dizer a verdade não me encontro, apenas sinto que falta algo, falta todo aquele pouco que tinha, falta tudo que conquistei mas que perdi com o tempo, perdi em fração de segundos.
Por favor, não pense que estou me lamentando, muito menos que estou dramatizando uma fase da minha vida, não se sinta culpada, pois sei que você é a que menos tem culpa ou talvez seja a pessoa que mais tem culpa. Enfim, só estou expondo algo que em mim não da mais para ficar. Desabafando com as palavras, entende.? Colocando em letras todo o emaranhado que existe em mim, matando um pouco da saudade que é escrever para você, escrever para que você possa ler. Mas dessa vez... dessa vez não sei se vai entender. 


Samanta Souza e Silva 

terça-feira, 5 de julho de 2011

Minha querida.



Se você soubesse um pouco dos meus sonhos não teria medo de nada, pois as vezes quando me pego pensando no futuro sei que te colocarei nele.
Ultimamente tenho pensado demais nas coisas que quero daqui pra frente, estou crescendo e é meu direito sonhar, pois sei que de sonhos posso construir toda minha realidade, todo aquele futuro que tramo nos pensamentos.
Não ria, seu riso me deixa completamente boba, faz com que eu esqueça dos problemas ou quem sabe dos obstáculos, mas não para de rir apenas pelo meu pedido, nem tudo que peço é de fato o que quero. Continue, ria, ria para mim, ria para nós, assim posso conseguir achar graça nos problemas, nas pedras que o caminho sisma em colocar na minha frente.
Minha querida, se aconchegue aqui perto, deite sua cabeça sobre meu corpo e sonhe, pois sei que quem sonha tem muito mais para viver, muito mais para querer e sempre querer mais e nunca o de menos.
Seus olhos, esses em que posso olhar, são lindos, sabia.? Se dependesse de mim ficaria toda minha vida por admira-los, sem ter a pressa de dizer "tchau" ou um "até logo", vamos meu amor, vamos.! Deixe com que eu te guie, não vejo nada demais em querer estar contigo, não vejo nada demais em tentar até que de certo e se o errado for o que nos deixa bem, vamos ser errados até que todos nos ache certo.
Dizem que os pássaros sempre voam  para lugares quente, sabe o que mais me acha graça nessa frase.? Sempre acabo voando para o seu colo, pois lá é quente, lá é onde encontro conforto. Então sou eu o seu lugar quente.?
Querida, olhe ao seu redor, existe vidas tão lindas, lugares maravilhosos, quais você quer ir.? Por onde pretende andar.? 
Se for para viver, viva com tudo que tem de bom, com erros, choros e risos, não se esqueça dos risos, pois eles sempre dão destaque no seu rosto bonito.


Samanta Souza e Silva (S.S.S)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Um, dois...Três.


Seu cigarro era de marca barata, mas aquela fumaça era tão densa que parecia fazer parte daquela garota, ambas pareciam estar ligadas.
Bailarina.! Será esse o modo como vou chamar a fumaça que em seus lábios dançavam lentamente, pois era belo visto de longe e também visto de perto.
Um, dois...Três, saia lentamente a fumaça de sua boca, passeava pelos lábios, seguia pelo queixo e se espalhava pelo pescoço até se desfazer no ar, mas que combinação perfeita, linda para um dia nublado e opaco.
Que diabos era aquilo, parecia ser de outro mundo, estranho e absurdo, lindo e insano, porem tão charmoso e cativante, estava por me dar água na boca, vontade de ser sugada, tragada e depois solta pelos lábios daquela garota.
Estava próximo ao filtro, próximo ao fim do cigarro...Um, dois e três, estava por acabar, logo a garota iria embora, assim como sua fumaça fazia apôs ser solta no ar.
Um, dois...Trê...


Samanta Souza e Silva (S.S.S)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Me inibir de você.


Controlada, talvez tenha sido esse meu erro, ter me controlado tanto e de tanto me controlar acabei descontrolando tudo e qualquer sentimento, descontrolada a ponto de ser controlada nas horas em que era para se abrir os sentimentos.
Talvez eu tenha inibido sentimentos por medo da certeza que tinha a imensidão de tudo aquilo que  sentia, sentimento aquele que oras me assustava e oras me deixava flutuar sem ao menos sair do chão, pois não precisava  muito para que você tomasse conta de todo meu pensamento, pensamento que podia montar inúmeras historias de amor e todas sendo ao seu lado.
Sinto-me como uma criança, daquelas que faz birra, briga, chora, mas que sempre volta para o colo da mãe pedindo carinho e um pouco aconchego que só a mesma pode dar.
Entre palavras mal escrita, mal exemplificadas que descrevia minha paixão, foi por ciúmes bobo, brigas sem sentido que descrevi o tamanho da sua importância pra mim, mas sempre me escondi entre palavras mal definidas, entre indiretas mal escritas e declarações mal feitas.
Me senti sem cabeça, pois só notei a falta dela no instante em que notei o quão você me fazia sentir um turbilhão de sentimentos, sendo eles bons ou ruins, pois todos me causavam medo, medo que me deixou louca, mas sempre com a lucidez de poder dizer " você importa pra mim " e de fato importa muito, creio que isso tenha sido o único sentimento em que não escondi de você, pois esse é um dos mas valorizados.
Me desculpe pelos erros, pelas coisas que falei e não foram bem ditas, me desculpe por esconder meus sentimentos ou talvez por demonstra-los demasiadamente, talvez eu deva entender que ser humano nenhum se importa com outro ser humano além dele mesmo.


Samanta Souza e Silva

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Por favor.


Feche a porta, pois o sol ultimamente tem feito mal aos meus olhos, deixe também as janelas fechadas, pois cada fresta de sol me causa medo, angustia e mais uma porção de sentimentos ruins.
Agora sente-se, pois sei que tem algo a me dizer, mas peço-lhe que diga com calma, diga em tom baixo e que principalmente me faça ouvir aquilo que por tempos lutei para ouvir, sei que pode estar aqui apenas para dizer " Eu te amei de verdade ", mas também sei que apenas vai dizer, e não vai tentar ser feliz ao meu lado.
Por tempos sua voz ficou dentro de mim, martelando meus pensamentos, me arrancando o sono e me causando medo, por tempos esperei que batesse na minha porta e falasse "hoje eu estou aqui e não vou sair até que você me beije", mas nunca aconteceu, pois sei que não seria a coisa certa a se fazer, mas ainda penso em como seria se tivesse feito.
Desculpe lhe tomar as palavras, mas certos sentimentos me calaram por tanto tempo e hoje, hoje que você já não me importa, posso dizer tudo que ficou entalado dentro de mim, tudo que deixei de falar por insegurança ou medo da sua cara de pena, mas não pense que não lutei, pois lutei até o ultimo suspiro. O que ganhei com isso.? Ganhei que não quero sair, pois as vezes posso me perder em sorrisos diferentes e pensar que você ainda possa sentir algo por mim, mesmo que seja um grão de nada, mesmo que seja 1% do pedaço do seu coração.
Deus, olha eu aqui novamente cutucando a ferida que a tempos tento não me lembrar, peço lhe novamente desculpas, pois creio que veio aqui por algo, mas ainda não lhe dei a palavra para falar.. Então, então fale, porque já fazem 5 minutos em que me seguro aqui para não te roubar para mim. 

Samanta Souza e Silva (S.S.S)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Não me conheço.

Moça, será que você pode me ajuda.? Sim, você mesma, é que tenho algumas perguntas e não estou sabendo responder. Deixe-me te explicar, ultimamente não tenho me conhecido, acho que estou um tanto perdida, sabe quando você mal sabe para onde ir.? Quando sente aquela sensação de que está sozinha e ninguém vai te socorrer.? Estou desse jeito.! Moça, não sei o que fazer, isso está sufocando, pois antes sabia de todos os meus sentidos, todos meus sentimentos, mas agora parece que tudo mudou e eu mesma me esqueci de avisar sobre isso, não sei, mas acho que nada está igual e tudo está fora do lugar.
Moça, não tenho dormido direito, mal sei o que é sonhar, ultimamente tenho chorado por coisas que antes nunca choraria, tenho pensado em coisas tão diferentes, coisas que mal sabia da existência.
As vezes bate aquele sentimento de falta misturada com saudades do passado, mas são saudades de tudo como era antes, só que não consigo ser como antes e sei que ninguém que eu queira vai conseguir ser como antes. 
Moça, isso é perigoso.? Pois tenho medo de não conseguir me entender e continuar a sentir esse sentimento estranho, esse nó na garganta todas as vezes em que nada da certo, essa vontade louca de sumir quando você vê que tudo mudou e você ainda não se adaptou. Será que vou saber me adaptar.?
Moça, será que você pode me ajudar.?

Samanta Souza e Silva (S.S.S)

sábado, 23 de abril de 2011

Pessoas.

Pessoas são pessoas, pessoas que mentem, sentem, vivem e sorriem.
Pessoas são imperfeitas e perfeitas no mundo de outras pessoas que são perfeitas no mundo de pessoas que não querem serem perfeitas.
Pessoas orgulhosas, sentimentais, emotivas e falsas, são pessoas como nós, são simplesmente pessoas tétricas que procuram serem pessoas para a vida de outra pessoa.
Pessoa que quer outra pessoa procura ser tão pessoa quanto qualquer outra pessoa, só para que a outra pessoa a veja como pessoa.
Pessoas são confusões, pessoas são textos com palavras repetidas e confusas só para saber se a pessoa vai entender o que a outra pessoa quer dizer.
Pessoas são pessoas que passam na vida de outras pessoas deixando saudades ou quem sabe um sentimento ruim.
Pessoas são cheiros, sorrisos, olhos, gestos, abraços, carinhos, palavras e expressão.
pessoas para serem pessoas precisam entender o que é realmente ser pessoa no meio de tantas outras pessoas. 

Samanta Souza e Silva  (S.S.S)

domingo, 17 de abril de 2011

Ela


Suas mãos passavam suavemente pelo teclado de seu computador, mas mal sabiam que palavras escrever, seus olhos fixados no mesmo recado, nas mesmas palavras e na mesma frase. 
Ela estava intacta, como uma estátua, nada e ninguem iria tira-la de lá, pois parecia que ela não queria sair de lá.
Dava para notar e sentir o gosto de seu paladar, era uma mistura de vontade, aquela vontade de querer voltar ao passado, não para desfazer tudo e sim para dizer uma palavra que não fora dita.
Oras sorria, oras se debulhava em lágrimas que insistiam em saltar de seus olhos e escorrer por todo seu rosto, seu sorriso era desesperador, era insano, era diferente dos que ela costumará fazer, suas expressões eram de decepção, talvez estivesse chateada ou quem sabe brava, mas não dava pra dizer de fato qual era o sentimento que ocupava a mente daquela menina.

Samanta Souza e Silva (S.S.S)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Jogo de xadrez


Estou me cansando do jogo, linda menina, pois nele somente me vejo cair e nunca ganhar, poucas as vezes em que pude sorrir, poucas foram as vezes em que pude sorrir sem ter o receio de perder na proxima partida.
Então me diz, linda menina, qual é o seu segredo de jogo.? Pois nunca sei de que lado vai chegar, ao menos sei se vai realmente chegar, sinto que quanto mais movo meus cavalos, mais você move seus reis e acabo por cair em meio ao tabuleiro preto de branco.
Não era para virar um jogo, muito menos uma disputa, era apenas para mover as peças e deixa-las ir conforme manda o coração, não era para ter ganhador e muito menos a ganancia de ser vencedor.
Eu confesso, linda menina, confesso que estou perdendo e não estou querendo voltar ao jogo, muitas das minhas damas já não tem cor, quem dirá meus peões que faltam pedaços.
Peço-lhe desculpas por não querer continuar o jogo, mas é que quando não se tem muitas peças é melhor a baixar os reis e rainhas.

Samanta Souza e Silva (S.S.S)

sábado, 5 de março de 2011

Rafaela.

Seus olhos estavam parados, já sem vida alguma, olhando para lugar nenhum, olhando para o vazio do nada, seus labios moles e entreabertos saiam sangue quente, do qual deixei cair sobre meus braços, seus braços estavam soltos e já sem nenhum movimento, junto de sua respiração que estava acabando do mesmo modo como que seu coração já não tinha nenhum batimento.
Lá estava, lá estava a mulher de minha vida, desmaiada em meus braços estava exatamente a mulher de meus olhos, mulher que eu mesmo tirei a vida, pois o seu amor não era o que me pertencia, pois o seu amor era algo que eu mais queria.
Desfalecida em meus braços pude sentir o verdadeiro peso de seu corpo, pude notar o quão era branco o seu rosto e o tamanho que tinha os seus olhos, só que nada pude fazer a não ser olhar o corpo de minha menina desfalecido em meus braços ensanguentados com a faca que havia apunhalado em seu peito esquerdo. Sua face estava serena, como se aquele momento fosse apenas de paz, uma paz da qual não sabia onde encontrar, mal saberia se iria mesmo encontrar.
Multidões se juntou ao meu redor, todas em um silencio barulhento de comentarios futeis e desagradaveis, sirenes e policias estavam por chegar e meus braços não queriam solta-lá, pois aquele seria o nosso ultimo momento, o meu ultimo momento ao lado da mulher de minha vida.

Seus traços.

Na verdade eu espero que você olhe para mim e diga as coisas das quais mais desejo em ouvir, talvez essas palavras nunca serão ditas, mas isso não inibe meu sonho de querer ouvi-las do modo como sempre quis.
Hoje queria estar escrevendo para você, para que você notasse o quão demasiado é meu amor pela sua pessoa, só que mais uma vez escrevo o "mesmo" texto, mas com palavras diferentes e com sentidos iguais, mais uma vez escrevo um texto com vontades não saciadas e sonhos não realizados. E, para deixar claro, não quero nada disso, pois isso seria o fim de minhas inspirações ou quem sabe o começo delas.
Se você ficar longe vou poder ver sua imagem por completo, se ficar por perto verei seus traços que são discretos, me agrada o modo como anda e a maneira como olha para o nada, pois são nesses momentos em que noto tais coisas naturais vinda de você. Se hoje eu lhe pedir uma coisa, você será capaz de realizar.? Prometo não pedir nada que seja dificil, apenas quero que fique parada, do modo como está, pois desse modo posso sentir que está ai e que eu posso te notar do modo como você não me nota.

terça-feira, 1 de março de 2011

Bagunçado.

Não, você definitivamente não está entendendo, creio que não irá entender, acho que nem eu estou entendendo, pois é complicado, complexo, simples e bagunçado.
Pegue um papel, escreva coisas das quais gosta e as que não gosta também, depois rasgue o mesmo e tente montar tudo outra vez, creio que terá de ter paciencia e quem sabe inteligencia de poder encontrar as palavras e montar tudo outra vez, após fazer isso perceba que levou tempos para deixar tudo como está, tudo no mesmo lugar, perceba também que com o tempo você até pegou amor pelo que estava fazendo.
Não está entendendo, não é mesmo.? Muito menos eu, talvez seja algo bom, ruim, alegre, triste ou quem sabe ciumes, deveriamos organizar nossas coisas, pois a bagunça nos faz perder coisas das quais não queremos perder. Pegue suas palavras, separe as boas das ruins e compare, compare o peso que cada uma tem, depois coloque em fileira, em ordem numerica e por fim escolha o que deveria vir em primeiro lugar, segundo e assim sucessivamente, não é tão dificil, é.? Creio que dificil é só aquilo que temos medo de fazer e o medo é algo que não é para se ter como amigo



( Desculpe se houver algum erro, não tive tempo de corrigir com calma )

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Linda

Ela sempre se sentava com os joelhos próximos um do outro, uma de suas mãos se apoiava sobre uma de suas coxas enquanto a outra segurava o livro do qual leria após colocar seus óculos de armação quadrada, ela tinha um sorriso tímido, porem encantador, dona de um corpo bem desenhado junto de uma face arredondada e bem alinhada. Nunca pude me aproximar dela, pois minha imagem junto à dela seria mesma coisa que estragar uma bela arte com moldura chula de um artista sem criatividade, então de longe fico por admirá-la, fico por estudar suas expressões no momento em que seu livro é aberto na pagina em que ela precisa retomar a historia, é incrível, mas sempre me parece que ela está centrada na historia como se ela fizesse parte do livro, como se no fim dele ela conseguiria o beijo tão esperado de seu príncipe encantado.
Quem dera eu ser o príncipe encantado daquela bela garota, pois esse seria o final feliz do meu livro de ficção, seriam os meus sorrisos e preocupações, mas creio que talvez eu deva apenas observá-la de longe, porque namorar é mais beijos e abraços.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Meu imaginar



 Imagino borboletas, daquelas bem colorias, que batem as assas e voam para belos jardins, como aqueles em que sempre sonhei em estar.
Imagino seu corpo, quente e acolhedor, do modo como sempre fazia após me dar carinhos lindos e profundos.
Imagino pessoas descalças na grama, correndo de um lado para o outro, com sorrisos lindos e largos nos lábios.
Imagino você, como todas as noites imagino que você virá, ira se deitará sobre minha cama e me dizer tantas coisas que ainda desconheço.
Imagino que a chuva possa lavar minha alma, porque só assim vou me sentir bem, como se estivesse nascido e conhecido o mundo naquele momento.
Imagino como se tudo fosse inocente, assim iria poder ser para sempre uma criança sorridente, que trás consigo inocência.
Imagino seus lábios, macios e úmidos, tocando minha pele e provocando em mim arrepios passageiros e gostosos.
Imagino seu olhar passeando pelo meu corpo me fazendo se preocupar com minhas imperfeições.
Imagino como se hoje fosse o primeiro dia em que te conheci, posso sentir o mesmo gelo que meu estomago ficou, pois sempre que te vejo sinto como se fosse da primeira vez.
Imagino que meus sonhos possam ser os que me fazem bem, pois sei que quando acordar darei asas a minha imaginação.
Imagino que amanha possa ser um dia inesquecível, mesmo sabendo que amanha eu possa chorar de saudades sua.
Imagino que tudo isso possa ser uma imaginação que vá um dia se tornar real, quem sabe até lá eu leia isso e perceba que tudo pode acontecer.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

À noite.

Ela trás consigo uma brisas tão boas de sentir, brisas nas quais se transformam em borboletas no estomago de quem está apaixonado, brisas que causam arrepios para os que sentem saudades e tristeza para os que não têm quem queria ter.
Só que a noite é linda, pois a lua sempre brilha de forma acolhedora, sempre está lá em cima para nos dar um pouco de luz e mostrar que em todo lugar escuro existe uma pequena luz que faz toda a diferença.
À noite trás o silencio para os que dele precisa e sonhos para os que já desistiram de sonhar, pois quando nossos olhos se fecham é hora de ir para um novo mundo, seja ele de pesadelos ou sonhos lindos dos quais não queremos acordar.
A noite faz o seu cenário perfeito, fazendo com que todas as noites encham os olhos daqueles que são admiradores de coisas simples e naturais. Incrível, mas o cenário é sempre tão bem feito, tão bonito que não importa se nele há nuvens que andam para outro lugar, estrelas que brilham sem parar ou até mesmo uma lua que brilha no meio de um infinito céu escuro.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Tipo vanguarda. Part06 ( Fim )

“Seu pensamento é traidor, talvez ele seja seu aliado ou o culpado de tais atitudes insanas, apesar de que algumas vezes é bom ser insano, assim sabe até onde sua insanidade pode chegar.”
Minha vida aqui em São Paulo foi realmente maravilhosa, fiz, vi e senti coisas que jamais dará para se expressar com palavras, conheci pessoas maravilhosas, mulheres lindas e de bom papo, só que para terminar esse conto ou dar continuidade a ele seria difícil, pois não estou com tempo suficiente para lhes contar mais uma de minhas historias, e por isso vou acabando esse conto de um jeito vagabundo ou talvez sonhador.
No momento estou em um aeroporto espetando o primeiro avião para o Canadá, vou em busca do final que quero para esse conto, e vocês vão imaginar o que quiserem desse fim, seja ele feliz, triste, sacana ou inútil.
Sou um vanguarda, um homem da moda antiga daqueles que não esquece jamais do seu primeiro amor,e talvez seja  por isso que larguei minha vida em “Floripa” depois em  São Paulo para tentar agora minha vida no Canadá, ao lado de alguém que me faz minha cabeça girar do modo certo e não do modo errado.
 Fernanda, menina de longos cabelos, corpo quente, beijos intensos e um carinho do qual jamais me esqueci.

Agora preciso ir.


( Um conto sem pé e nem cabeça )

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Tipo vanguarda. Part05 ( Encontro )

Dizem que homens não choram, não são sensíveis e muito menos carinhosos, só que tudo isso é uma grande mentira, pois nós homens choramos, somos sensíveis e carinhosos, só que nosso orgulho é demasiado para que fiquem amostra todos esses sentimentos.
Naquele dia estava dentro da sala de aula, o professor estava revisando a matéria para nossa prova que viria na semana que vem, só que meu pensamento não estava nem ai com a prova e muito menos com a revisão do professor naquele dia, me encontrava em um momento de nostalgia onde a saudades se torna uma amiga inseparável e, por mais que não queria me lembrar aquele dia completaria exatamente três anos em que não via mais o rosto de Fernanda e por incrível que pareça aquilo estava me incomodando muito. Já não tinha mais noticias de “minha” menina e muito menos saberia se ela estaria do mesmo modo em que me encontrava, (com saudades e muitas perguntas), era um tanto confuso entender o motivo real de ela ter me deixado, não havia me mandado noticias de sua nova vida e nem como estaria sem seu super-herói, que no caso seria eu! Mais posso afirmar para vocês leitores que é inevitável não falar de Fernanda nesse conto, pois ela é a única mulher na qual me aflige e me toma até os dias de hoje.
As horas se tornaram longas naquela sala de aula e minha paciência estava curta, meus pés batiam no chão do mesmo modo em que o ponteiro subia para marcar mais alguns segundos, então o que foi minutos para alguma pessoa se tornou uma vida inteira para mim. Após toda essa agonia de querer ir embora peguei meu caminho direto para casa, o tempo estava cinza e frio, aquele frio que deixa o nariz de qualquer pessoa vermelho e gelado, mais não havia quem podia tirar de mim o pensamento da noite passada, nada podia tirar de mim aquela saudade ou seja lá como todos chamam a saudade hoje em dia, peguei o metro onde me sentei “isolado” das outras pessoas, estava perto da janela onde podia ver as estações e como continuava o tempo do lado de fora.
O relógio marcava 11 da noite e apenas o que queria era chegar em casa, e tentar dormir um pouco, pois minha cabeça já não cabia mais nenhum tipo de pensamento, entre uma e outra estações pude ver inúmeras pessoas, sejam elas adultas, crianças, velhos e adolescentes, mais nenhuma me lembrava Fernanda, nenhuma era tão natural como Fernanda forá para mim, então resolvi descansar a cabeça e esfriar os pensamentos, deitei a mesma sobre a cadeira do metro e por alguns minutos fechei os olhos, no momento em que senti o metro parar abri os mesmos para ver em qual estação estava, e nesse momento pude ver de relance um casaco preto sem nenhum detalhe, uma calça jeans escura e um lido cabelo longo, procurei ver o rosto, mais essa pessoa parecia estar com pressa e a porta do metro havia se fechado no momento em que ela saiu,  meu rosto colou no vidro da janela onde pude sentir o embaçar com minha respiração ofegante e preocupada, meu coração havia se descompassado  junto de meu olhar que ficou intacto com o susto ou quem sabe breve um engano, algo me dizia que aquele cabelo era os de Fernanda e que ela viera para São Paulo somente para me ver.
Sim meus caros leitores, parece insano ou talvez uma historia de romance fajuto, onde o moçinho fica com a moçinha no final do conto, mais o que posso lês garantir é que algo me dizia que era ela, e que devia fazer algo. Mais lhes pergunto e no momento perguntei a mim “Como vou achar essa menina novamente? Ela passou por mim e não me reconheceu ou de fato é coisa da minha cabeça?” Resolvi apenas seguir o caminho de casa   

                                                                                                                           Continua

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Tipo vanguarda. Part04 ( Vida em São Paulo )


Todos dizem que a cidade de São Paulo não dorme, verdade, pois quando cheguei aqui demorei para me acostumar com a vida agitada dos paulistanos, parece que nunca ninguém tem sono ou sempre tem algum lugar para ir de madrugada.
Nos dias de sexta-feria depois dos meus afazeres, costumava a ir em um bar de rock um tanto popular na rua augusta, ninguém me tira da cabeça que aquele é o melhor lugar de se achar meninas bonitas de pele branca e olhos claros, foi lá onde tive o enorme prazer de conhecer Débora, Débora é daquelas garotas altas e magras, rosto fino junto de lábios avermelhados, cabelo loiro claro e um par de olhos de tirar a atenção de qualquer homem, naquele dia a conheci pelo simples fato de ter sentado ao meu lado na cadeira próximo ao balcão, Ela era dona de uns dentes lindos, grandes e arredondado, foi então que começamos nosso assunto sobre musica e alguns curiosidades pessoais, em uma cerveja e outra já estávamos íntimos, foi então que trocamos um rápido e discreto beijo, mais algumas conversas, olhares, gestos e pronto, já estávamos novamente “trocando saliva”, dessa vez nossos beijos não eram nada discretos nem tão pouco rápidos. As mãos de Débora, deslizavam pelas minhas costas e faziam a curva da costas até minha barriga, suas mãos passeavam pelo meu corpo enquanto as minhas eram fixas em suas coxas e barriga, nossa “pegada” já estava um tanto forte e desnecessária ao olhar de outras pessoas, foi então que a chamei para um lugar calmo onde não possuía tanta gente, mais ela negou com a cabeça e me puxou para o banheiro.
Uma das coisas que gosto nesses Bares ou boates de São Paulo são que os banheiros são mistos, então não seria estranho ver um homem entrar no mesmo banheiro que uma mulher, devo agradecer os arquitetos que pensaram em banheiros mistos, pois isso facilitou mais uma de minhas transas na cidade de São Paulo. Enfim, quando chegamos ao banheiro já não tinha duvidas que nossa “pequena” conversa se tornaria em uma transa no banheiro de um bar de rock, Débora passava suas unhas pelas minhas costas e eu a empurrava contra a parede esquerda do banheiro, suas mãos já estavam dentro de minha blusa e minhas mãos já estavam por abrir seu sutiã, incrível era a sensação gostosa de não poder fazer barulho, isso fez com que Débora gemesse baixinho em meus ouvidos enquanto colocava suas pernas presas em minha cintura, eu a beijava com vontade, puxava, mordiscava, chupava sues lábios, enquanto ela roçava seu sexo no meu, me fazendo excitar ainda mais, em uma dessas roçadas tomei a atitude de levantar sua saia e afastar com o dedo sua calçinha para o lado esquerdo, entre beijos, arranhões, mordidas e chupões, comecei a brincar com o “famoso” clitóris, e foi então que senti sua respiração mudar de suave para profunda. Débora agora levava uma de suas mãos até meu sexo onde retribuía meus carinhos em seu clitóris, não demorou muito para que ela abrisse minha calça e levava meu sexo de encontro com ao dela, em algumas de minhas penetrações ela gemeu alto a ponto de eu tampar sua boca com uma de minhas mãos e logo a sorrir maliciosamente. Débora era boa no que fazia, mais foi quando ela resolveu se ajoelhar entre minhas pernas e tocar seus lindos lábios em meu sexo que realmente percebi no que ela era experiente, seus lábios eram macios e delicados junto de suas mãos que acompanhavam o ritmo de vai e vem que sua boca fazia pelo meu sexo, naquele momento lhes confesso que não exitei e deixei a natureza falar mais alto, a fitei os olhos e vi escorrer pelo canto de sua boca o meu “gostinho”, gostinho aquele que ela engoliu e sorrio enxugando os que no queixo insistiram em ficar.