segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Hoje minha menina

Hoje eu andaria de mãos dadas com você meu amor, iríamos a um belo passeio onde lhe mostraria os desenhos que o vento faz sobre as nuvens brancas do céu azul, lhe contaria minhas historias engraçadas e um pouco da minha infância, poderíamos sentar em um banco de praça e ficar por admirar as pessoas seguindo sua rotina dos dias da semana, pois eu me agradaria de ficar contigo todos os meus dias. À noite eu lhe compraria o mais belo vestido e lhe convidaria para jantar, podíamos também contar estrelas do céu e caminhar na beira da praia deixando com que as ondas do mar molhassem nossos pés, iria adorar ver seu sorriso escondido na escuridão da noite. Pois hoje, hoje serei apenas seu, minha linda menina.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Noiteda

Seus olhos estavam fixos na estrada escura, suas mãos firmes ao volante junto de seus pés que insistiam em pisar fortemente no acelerador, sua língua horas passava por seus lábios umedecendo o mesmo com certa vontade, seus dentes rangiam como o de seu motor pedindo mais velocidade. Primeira marcha segunda, terceira, quarta e finamente a quinta marcha, a velocidade aumentava cada vez mais fazendo o coração de Gerard aumentar ainda mais, sua ânsia pela velocidade, pelo risco, suas curvas eram fechadas e rápidas, dando mais adrenalina a sua “noitada”, era esse o nome que Gerard dava aos seus assassinatos noturnos.

Ela estava ali, andando vagarosamente pela estrada, seu vestido era acima dos joelhos, era uma moça de aparência bonita, loira de olhos claros, foi á única coisa que Gerard pode ver, após ter passando por cima dela com seu lindo mustang laranja. Gerard saiu do carro e foi certificar-se de que seu serviço havia sido completo, o atropelamento havia sido mais ou menos acima do joelho a fazendo cair para cima do carro e bater com a testa no para brisa, seus olhos e bocas estavam abertos, havia sangue espalhado pelo lugar, e seus braços estavam jogados meios a estrada suja. Um largo e amarelado sorriso se formou nos lábios de Gerard o fazendo fitar novamente o cadáver da garota, acendeu um cigarro e retirou um lenço de cor branca de um dos bolsos de sua jaqueta, limpou delicadamente o sangue que se encontrava no pára-choque, entrou no carro deu uma ligeira ré. De volta para sua grande “noitada”


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Borboletas.

“Belas borboletas precisam voar para novos jardins”

Esta frase estava em uma pequena parte do jornal, no quanto esquerdo quase imperceptível, seu único destaque eram as letras em negrito.

Esta frase me fez recordar das quintas férias, ela sempre vinha às quintas férias de tarde, batia três ou quatro vezes na minha porta e ficava por me esperar. Seu sorriso era daqueles largos que não tinham pressa de se desfazer, ela sempre entrava pela sala, desfilava pelo corredor e seguia em direção ao meu sofá, se punha ao lado dele a espera da minha permissão para se sentar, quando se sentava juntava suas pernas e repousava suas mãos sobre as mesmas, seu olhar passeava pela casa ate se focarem em mim, após isso ela dava um começo de prosa calma. Eu sempre lhe sorria e ficava por fitar seus pequenos detalhes espalhados pela sua face, era incrível vê-la falando de sua rotina, seus medos, suas cismas ou ate mesmo seus amores platônicos. Ela gesticulava suas mãos dando mais ênfase no assunto o tornando mais profundo e produtivo, seus lábios se moviam rapidamente deixando sair dele palavras difíceis e bonitas junto de seus olhos que me fitavam e procuravam uma nova direção para se fixar.

Era adorável passar minhas tardes de quintas férias ao lado daquela mulher, ao lado do meu antigo amor, mais ela era uma bela borboleta e belas borboletas precisam voar por novos jardins e não ficarem presas sendo admiradas por uma pessoa só.