segunda-feira, 28 de junho de 2010

Se levantar

Era como se os lençóis de minha cama me prendessem sobre ela me impedindo de ver o sol que brilhada ao lado de fora, meu corpo pesado ajudava ainda mais minha má vontade de se levantar, então fiquei por fitar o sol pela pequena fresta que havia sobre a janela de meu quarto, o sol parecia estar lindo, lindo para sair e caminhar, lindo para ver as pessoas e receber abraços, lindo para sorrir sem medo de ser feliz, mais meu espírito queria estar ali, queria ficar depositado sobre a cama sem hora de sair, sem hora de se levantar, sem hora de sair para viver, queria permanecer na cama fria e vazia.

Senti minha mente vagar pelos cantos do quarto como o silencio que vagava sobre minha casa, senti meus olhos irem alem da pequena fresta que dava de frente ao sol, pude sentir meu espírito ser acolhido pelo sol agradável que fazia do lado de fora, era incrível tamanho calor, tamanho brilho junto de tamanha beleza, mais novamente senti minha alma cansada, cansada de tanta dor, tanta angustia, tanto silencio, fiquei por admirar o sol, fiquei por imaginar o quanto ele era importante a algumas pessoas, fiquei a pensar como seria meu dia se estivesse me levantado, se tivesse aberto a janela e ali estivesse ficado.


terça-feira, 22 de junho de 2010

As estrelas

A pequena menina adorava ver o céu escurecer e nele aparecer as mais belas estrelas, ela adorava ergue suas pequenas mãos para o céu e imaginar-se roubando uma das mais brilhantes estrelas, ela sorria ao final de toda imaginação, ela gostava do brilho e o formato que cada uma delas tinha. Umas receberam nomes e outras idades e apelidos, mais havia uma estrela em especial, uma estrela na qual era apenas dela, a estrela flora, assim dizia ser o nome da sua estrela preferida, a mesma tinha um brilho impar junto de um tamanho incrível, ela adorava ver que “todas” as noites a estrela flora estava brilhando para sua janela de quarto, isso era o que mais lhe arrancava gargalhadas. A pequena menina dizia que um dia estaria lá no céu, brilhando com a sua melhor estrela, a pequena queria guardar para ela todo aquele brilho reluzente e bonito, a pequena queria ser admirada por alguém assim como ela admirava aquela estrelas, e assim foi à pequena menina para o céu brilhar junto da maior e mais bela estrela flora.

domingo, 20 de junho de 2010

Aquela noite


Deu para ouvir apenas a batida da porta, e lá estava ela, na minha frente me fitando com seus olhares serenos, nesta noite ela estava usando um casaco preto me impossibilitando de ver o resto de suas roupas, seu batom vermelho realçava seus lábios finos bem definidos, me encontrei em êxtase profundo onde me perdia nas curvas de seu corpo.

-O que faz por aqui há essa hora.? Perguntei tentando não transparecer meu medo, minhas vontades, minha raiva e todo meu amor bobo, não ouvi nenhuma resposta, então fiquei a fitar seu olhar devorador, dava para ouvir o tremor do meu corpo junto da batida descompassada do meu coração fraco e inútil.

- Anda, me diz o que quer de mim.? Entre gaguejos fiz a ultima pergunta, esperando por uma resposta sensata onde eu possa tomar enfim uma decisão. Ela caminhou ate a mim, com seus passos largos, me tomando em seus braços quentes onde me perdi em um mundo sem volta, nenhuma palavra foi dita naquele momento, nossos olhares se comiam junto de nossos corpos que insistiam em estarem juntos, suas mãos escorregavam pelas minhas costas deixando em cada toque a macies de sua pele, meus lábios já sabiam por onde começar a beijar junto de nossas mãos que pareciam ter vontades próprias.

Ah, me lembro como se fosse hoje, aquele dia, aquela noite, aquela sala, aquele amor, aquela mulher e o único e primeiro dia em que deixei a coragem assumir o lugar da insegurança.

Incomum.


Ela já não me fala sobre amor e eu já não escrevo sobre amor para ela, somos iguais, mais ao mesmo tempo o oposto, algo estranho e comum de se ver, almas gêmeas com destinos trocados.

Ela já não me vê e eu já não telefono para ela, temos o mesmo pensamento com objetivos diferentes, algo normal e rotineiro, vida diferente junto de um sentido comum.

Ela já não me toca e eu já não preciso olhar para ela, o desejo em mente aumenta tornando algo proibido gostoso, como uma sinfonia de musicas clássica, apreciamos o desapego e gostamos de uma noite só.

Ela já não me procura e eu já não leio sobre ela, somos sempre juntas mais nunca estamos próximas, algo prazeroso que deixa saudades, desejamos o escuro vindo de uma clareza em comum, algo distante e próximo.

Ela já não fala meu nome e eu já não sei qual é o sobrenome dela, a pureza junto da malicia torna coisas intensas, tornando o comum algo extremo.

Ela é especial para mim e eu sou especial para ela, mais não somos únicas uma para a outra.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Substituição.

Ela o fitava de uma forma impar, queria estar dentro e nunca sair, queria sentir e nunca mais soltar. Ela a olhava de uma forma calma e doce.

-Vai voltar qualquer dia desses.? Perguntou ela entre soluço vindo do choro.

-Não sei, ainda não sei quanto tempo terei de ficar por lá. Respondeu ele procurando as melhores palavras.

-Tome cuidado, e promete não me esquecer.?

-Prometo, pois você será única, já se esqueceu da nossa promessa.? Vamos ficar velhinhos juntos e rir das historias bobas. Disse ele deixando um sorriso se formar pelo seu rosto.

-Nunca me esquecerei, só tenho medo de não ser assim. Disse ela baixando o olhar.

- Te amo minha pequena. Afirmou ele dando lhe um forte abraço acompanhado de beijos no cabelo.

Ela chorou ao vê-lo partir, mais se fez forte por sua espera, mesmo sabendo que a espera não é algo duradouro, pessoas vêem e vão, algumas ficam por um longo tempo, outras vão por tempo indeterminado, somos substituídos todos os dias, a qualquer momento, por qualquer sentimento, somos passageiros, somos apenas pessoas que passam na vida dos outros. Assim como pessoas são passageiras em nossas vidas, nos deixando algum aprendizado, seja ele simples ou importante.