quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Tipo vanguarda. Part03 ( Minha existencia )

Caro leitor, devo me apresentar a vocês, pois creio que mal sabem como sou e ficam por imaginar uma pessoa qualquer em seus pensamentos.
Devo começar pelo meu nome, idade, tamanho e assim vou dando continuidade a minha existência nesse pequeno conto. Sou Derek, algumas pessoas me chamam pelo apelido dado por elas mesmas como Dé, admito que esse apelido não me agrada, mais como sou educado ou tento ser, as atendo pelo apelido que diz ser carinhoso. Nasci em Florianópolis e vim para São Paulo tenta uma faculdade de direito, junto da faculdade vim tentar uma vida nova, pois minhas lembranças de “floripa” não são exatamente boas, já lhes conto um pouco de como era minha vida por lá, pois agora preciso terminar de me apresentar, tenho 23 anos bem e mal vividos, costumo raspar minha cabeça, pois tenho uma inútil teoria sobre cabelos, costumo dizer que cabelos só nos faz perder tempo e tempo é uma coisa que realmente não gosto de perder, por isso sempre perco 5 minutos da minha vida passando a maquininha de numero 3, já que não possuo tanto cabelo decidi deixar minha barba crescer, assim tem onde as meninas podem fazer carinhos, mais devo dizer que minha barba não é grande, é aquelas que não pinica e nem engasga garotas na hora do beijo. Posso tomar a liberdade de dizer que sou simpático, pois dizer que sou bonito seria uma mentira deslavada.
Minha vida em Florianópolis era uma vida calma, cursava um curso de informática, saia nas sextas férias com os amigos e nos fins de semana passava na casa de Fernanda, Fernanda foi minha única namorada, só que mais para frente vou lhes conta sobre ela, por enquanto falarei da minha família, tenho um pai que considero um herói, uma mãe que é a mulher da minha vida, uma irmã de 14 anos e um cachorro chamado Max, nome clichê mais foi o único que consegui pensar no dia, eu morava em uma casa a oito quadras da praia, então sempre que podia passava a madrugada na praia, em uma dessas minhas “passadas” conheci Fernanda, no dia ela estava sentada na areia, com aquelas camisas largas de pano fino e um short jeans claro, ela estava sozinha, por isso tive coragem de perguntar o que ela fazia por lá, e foi daí que surgiu nosso primeiro beijo, primeira transa e tive minha primeira namorada. Fernanda tinha cabelos longos de cor escura, sorriso largo, magra de pele clara, era linda e posso dizer que ainda é, eu realmente adorava quando acordava pela manhã e via aquela menina de corpo bonito deitada sobre um de meus braços, era de praxe, ela acordava se espreguiçava pela cama e me roubava um beijo deixando seus cabelos cobrirem meu rosto e por fim ia tomar seu banho, nosso relacionamento durou 3 anos e 1 mês, depois disso ela tomou a iniciativa de ir para o Canadá fazer sua tão sonhada faculdade de moda, demorou meses para Fernanda sair da minha cabeça, então por esse e outros motivos me mudei para São Paulo, confesso que se visse Fernanda andando pelas ruas de São Paulo lhe pediria algumas coisas, sendo elas que dormisse mais uma vez comigo, pois o calor do corpo dela sempre foi interessante, pode se dizer que era mais quente que estar no calor do rio de janeiro com vinte cobertores e noventa calças e blusas de frio, seu calor era sempre acolhedor depois das nossas transas nos dias de frio. Me lembro uma vez que ela estava doente e tive que passar a noite de sábado para domingo cuidando dela, seu  corpo parecia queimar sobre o meu e seu rosto era ainda mais lindo quando corados.
Deixe-me parar de lembrar delas, pois não quero lhes ocupar com historias bobas de um homem inconformado pela garota que lhe deixará por uma faculdade de moda no Canadá.

                               
                                                                                                                  Continua.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Tipo vanguarda. Part02 ( Minha rapida despedida )

Heloisa agora estava ajoelhada na minha frente com seu corpo encaixado entre minhas pernas, suas mãos passeavam pela minha barriga dando leves apertões seguindo ao botão de minha calça, em questão de segundos suas mãos adentraram pela minha cueca e por lá fizeram um bom trabalho, foi então que a coloquei sentada sobre meu colo firmando ainda mais suas coxas contra minha cintura, deixei com que minhas mãos passeassem por suas coxas seguindo o caminho das laterais da cintura onde pude retirar com agilidade sua regata, devo confessar que gostei da regata larga, pois facilitou meu trabalho para retirá-la. Heloisa despojava de um lindo corpo e eu de uma linda sorte, deixei meus lábios tocarem aquela pele macia onde beijei por inteiro aquele corpo cheio de curvas bem desenhadas, era prazeroso ver seu corpo se contorcer e arrepiar em meus braços, a maneira como ela gemia baixo em meus ouvidos só aumentavam meu tesão por aquela transa, então quis que aquele momento se prolongasse a cada “entrada e saída“ minha, seus gemidos se transformaram em palavras, palavras como “continue, vai, mais, me chupa, mais, mais, mais”.
Devo afirmar novamente que Heloisa não era nenhum tipo de puta, por mais que neste dia ela estava parecendo com uma, sei que aquela não era sua primeira vez, pois o modo como ela me tocava, os gemidos e as palavras não eram como as de uma garota virgem e sim de uma mulher experiente que queria sexo, sexo e mais um pouco de sexo.
Mais alguns minutos, mais algumas brincadeiras e não demorou muito para que ela entrasse no seu estado de prazer e eu terminar com aquela nossa despedida.
-Dé, que horas são?
-Eu não sei, talvez umas sete ou oito horas.
-Acho que precisa ir, alguém pode chegar e ainda não arrumei minhas malas.
-Tudo bem, já está mesmo na minha hora, enfim menina tenha uma boa viagem ou quem sabe uma boa moradia por lá, espero que ainda se lembre do carinha que sentava na ultima carteira da sala de aula.
-Eu vou me lembrar, não tem como me esquecer.
Ela me sorrio gentilmente deixando seus lábios encontrarem os meus e iniciar um beijo vagaroso acompanhado de mais algumas carícias, Heloisa me levou até a porta de seu apartamento, me deu alguns abraços apertados e beijos demorados, dessa vez dava para notar sua timidez, diferente daquele fogo que ela estava na hora da minha chegada.
Depois desse dia tive noticias de Heloisa apenas uma vez, ela me enviou uma carta junto de uma foto que ela estava realmente linda, ela dizia algumas coisas como “saudades“ “nunca me esqueci daquela nossa despedida”, mais o que mais me surpreendeu foi o que ela escreveu no fim da carta “eu te amei, acho que ainda amo, mais a vida nos proporciona caminhos diferentes e não pude escolher entre o caminho e você”, talvez ela gostasse de mim e aquela transa significou algo para ela, devo admitir que senti falta de Heloisa, pois coxas como as dela está em extinção no Brasil.
                                                     Continua..

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Tipo vanguarda. Part01 ( Um pequeno começo )

Não era exatamente sexo que queria com Heloísa, apesar dela querer somente esse tipo de relacionamento, pra dizer a verdade não sou como os garotos de hoje em dia, que adora ver pernas se abrirem para que eles possam dispor de prazeres rápidos e profanos, particularmente gosto de garotas difíceis como maçãs que são colhidas do pé e não pegada do chão, mais pode se dizer que hoje em dia é difícil encontrar meninas que se dão o tal valor, só que no caso de Heloisa não pude exitar e deixar de dar o famoso “trato” nela, pois ela era daquelas meninas bonitas com um belo par de coxas e, que coxas aquela garota possuía.
No final de julho pude sentir aquelas coxas firmes presas sobre minha cintura um tanto magra, foi uma transa gostosa, mais nada fora do comum, só que deixe-me ser mais detalhado, pois são os detalhes que torna uma escrita boa de se ler, não é mesmo? Se não me falha a memória era uma sexta feira às quatro horas da tarde que recebi o telefonema de Heloisa pedindo para que eu fosse vê-la, pois estava saindo de viagem e queria se despedir, não sou do tipo esperto, mais não precisava muito para notar que ela estava com outras intenções e não só se despedir de mim. Heloisa morava algumas quadras para frente da minha casa, então não demorei tanto para ir vê-la, fiz como combinado, pedi para o porteiro interfonar o apartamento de numero 20 e subi sem que ela fosse me buscar, toquei a campainha de seu apartamento, passei as mãos pela pouca barba que tinha, conferi meu alito e por fim arrumei a gola de minha camisa e fiquei por esperá-la. Heloisa despojava daquelas regatas largas onde o sutiã fica amostra, usava também aqueles shorts curtos cujos bolsos ficam para fora, seu sorriso estava mudado, estava com um pequeno toque de safadeza junto de um olhar maldoso, devo confessar que nesse momento quis arrastá-la para dentro do apartamento e ver o resto de suas belas coxas sem aquele pequeno short.
-Devo entrar ou da para me despedir de você aqui mesmo? Perguntei lhe sorrindo e logo a comprimentado com um leve beijo no rosto.
-Como sempre você é palhaço! Você deve entrar Derek! Se despedir aqui fora não é tão legal assim.
Não pude evitar que meus olhos passeassem por todo aquele corpo, sou homem e isso é de natureza, menti ao mencionar isso? Por fim entrei no apartamento, procurei um lugar para me sentar, até que me sentei em uma das poltronas que havia pela sala, deixei meu corpo relaxar e fiquei por olhar aquela garota sentada frente a mim.
-Vai demorar muito para voltar?
-Talvez eu volte no final das férias, pra dizer a verdade meus pais querem morar por lá, dizem que lá tem um bom ensino e é um lugar ótimo para se morar. Por isso te chamei aqui, talvez eu nem volte, por isso quero me despedir do modo em que deve se despedir de garotos como você, Derek.
Nessa hora já tinha certeza de que a despedida não iria ser só de abraços e palavras como “boa viagem” “volte logo”. Heloisa não era uma desconhecida, era uma colega de sala, na qual sempre me olhava com olhares devoradores, só me surpreendi com tamanha vulgaridade que ela estava me tratando. Enfim, como não gosto de dar muitas voltas vou logo ao assunto que mais lhes interessam, creio eu.
                                                                                                                                 Continua....

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Aquele momento.

Sua cabeça estava baixa, seus olhos fitavam todos os lugares menos os meus olhos, eu realmente não sabia o que te dizer naquele momento, pois o peso que suas palavras têm me causa um grande medo, tivemos alguns momentos, contamos algumas historias e aprendemos a respeitar o espaço uma da outra, só que o que não aprendemos a ter foi coragem, creio que foi isso uma grande falha nossa, pois quando o amor é demasiado a falta de coragem se torna uma grande conselheira, e por falta de coragem te deixei sair de mim sem que falasse uma palavra ou demonstrasse algum sentimento e mesmo morrendo por dentro pude sentir bem viva o que era estar perdendo.
Você por alguns segundos me fitou os olhos e caminhou até sumir da minha vista, foi naquele exato momento em que desejei sua volta, desejei também que me desse um aqueles seus abraços apertados e acolhedores e disse se que tudo ficaria bem, que você não sairia dali sem que eu fosse junto, mais acho que por falta de coragem não desejei o suficiente para que você voltasse e tudo aquilo se tornasse real. 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Observar, observar, entender e se acostumar

“O sol nasce todas as manhas, brilha todas as tarde e se põe para que no outro dia possa nascer novamente, só que nunca nasce, brilha e se põe do mesmo modo que o dia anterior”
Ela é como o sol, que nasce, brilha e se põe, para que no outro dia possa nascer de outro modo, só que ninguém percebe o quão é sua diferença, pois é mínima aos olhos de quem não é disposto a observar tamanha delicadeza vinda de algo tão simples.

Não é como dizer "oi"


Ela caminhava ao meu lado, falávamos de como seria o futuro e de como queríamos estar quando o nosso futuro chegar, seu caminhar estava pesado, lento e preguiçoso junto de seus braços que balançavam lentamente acompanhando seu andar vagaroso. Ela não entendia nada do que falava, pois seus ouvidos estavam tampados com tantas baboseiras vindos de um mundo fechado, então eu lhe dizia “sua companhia me faz querer saber como será o futuro” e, ela me sorria gentilmente dizendo coisas controversas dando rumo a outros assuntos.
Oras fitava seus olhos, oras deixava meu olhar vagar por lugares distantes, dava para se notar o tremor que meu corpo se encontrava e o secor que existia em meus lábios, então ela me perguntava “gosta de ficar só?”, e eu me revirava de náusea, pois era impossível ser sincero em uma pergunta cuja resposta seria “gosto de estar contigo” .
Ela definitivamente nunca entendeu quais eram os meus sentimentos, e também nunca percebeu que seus comprimentos para mim eram como se fossem os mais sinceros “eu te amo”.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Deixe-me só.





-Mais o que espero de mim mesma?  Mais a quem devo enganar? Mais a quem preciso impressionar? Talvez a mim? Talvez as pessoas que duvidam de mim? Talvez aos meus pais? Talvez eu só esteja sob o efeito de álcool e drogas.
Meu corpo doía, doía como feridas de acidente, só que não eram visíveis aos olhos dos seres humanos, pois não eram visíveis aos olhos de pessoas que realmente não entendem que a dor não é apenas vinda de acidentes ou tombos de quando se é criança.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Desculpas.

Hoje faríamos cinco anos e três meses, estou a imaginar qual seria sua surpresa para o dia de hoje, talvez você me ligaria pela manha e me desejaria um bom dia, mentiria pra mim ao falar que não teria presentes para noite, você iria me levar para sair, me faria mais uma de suas loucuras de amor e depois íamos juntas para sua casa, passar mais uma noite de amor.
Só que lhe devo minhas desculpas, pois não estamos completando mais um mês de namoro, devo-lhe desculpas por não ser  corajosa o suficiente para lutar por respeito ao nosso amor, peço-lhe desculpas por não te ligar e dizer que sinto saudades ou saber como você está, pois quando sai da sua vida você ainda me ligava, ainda se mostrava presente, ainda me dizia coisas bonitas e me acolhia em seus braços. Hoje me lembro do dia em que você tomou coragem e me pediu em namoro, lembro do dia em que você assumiu nosso namoro para sua família, lembro de como segurava minha mão na rua e não tinha vergonha de ser uma pessoa do seu mesmo sexo, lembro de quando viajamos para o rio de janeiro e você ficou gripada e não fomos ver o cristo redentor, pois você mal saia da cama, me lembro de como era feliz e não fiz nada para continuar a minha felicidade. Hoje sentada na minha cama esperando pelo meu marido penso em como estou mentindo nas horas em que digo ser feliz.

sábado, 2 de outubro de 2010

A historia do eucalipto

-Sente-se aqui, Alicia, lhe contarei a mais linda historia de amor.
Assim fez Alicia, sentou-se no colo de seu avô e esperou que ele começasse a contar a historia na qual teria dito, seu avô lhe acolheu em seu colo deixando suas primeiras palavras serem ditas.
 “Era uma vez uma linda arvore, com folhas bem desenhadas, galhos bem grandes e um tronco extremamente forte, junto de seu tamanho que não se dava para ver o fim.
Certo dia Edward avistou aquela linda arvore no meio de tantas outras, ele a quis para ele, pois sua madeira era perfeita, sem nenhum machucado, imediatamente Edward ligou para seus capangas os ordenando que arrancasse aquela arvore de lá e a colocasse em uma de suas florestas particulares. No dia seguinte, maquinas das melhores qualidades foram colocados no local, serrotes, machados e inúmeras serras elétricas estavam também presentes no lugar, e assim foi dado inicio ao derrubamento do eucalipto, horas se passaram e nada de alguém conseguir derrubá-la, mais capangas foram chamados e mais horas se passagem, não havia nada nem ninguém que conseguisse tirar aquela enorme e linda arvore de seu lugar. E assim se passou um dia, horas de tentativas e inúmeras estratégicas falhas, certa hora um dos capangas foi até Edward lhe falar que não havia nenhuma jeito de tirar o eucalipto de lá, pois ele estava arraigado.”
-E cadê a historia de amor, vô?  Perguntou Alicia intrigada com a historia do eucalipto.
- Alicia, aquele eucalipto estava arraigado, estava preso naquele solo e não havia quem o tirasse dali, pois sua raiz já estava presa sobre a terra. O amor é assim, quando uma pessoa realmente gosta da outra não importa o tempo que leve, sua raiz sempre irá crescer e cada vez mais vai se arraigando até chegar ao ponto de que nada nem ninguém poderá arrancar de você

Sua imagem


Estava chovendo demasiadamente em São Paulo, o céu estava escuro e os pingos de água que do céu caiam eram extremamente fortes. Dei continuidade a minha corrida conta a chuva, então ia de encontro a lugares cobertos, e mesmo assim me molhavam algumas partes, havia muitas pessoas em um só lugar e todas estavam com o mesmo objetivo, todas se escondendo da chuva que cobria o centro de São Paulo.
Em uma dessas minhas corridas para lugares cobertos acabei por esbarrar em uma bela menina de cabelos castanhos, cacheados nas pontas, seus olhos eram esverdeados, seus lábios eram finos porem rosados junto de sua pele branca como neve. Naquele instante seu olhar se fixou junto ao meu, tudo parecia estar em câmera lenta, seu olhar era vivo, era radiante vindo de um dia tão escuro, deixei com que minhas mãos fossem de encontro às dela, mais não tive tamanha audácia em segura-las, apenas deslizei minhas mãos sobre as delas deixando meu olhar se penetrar sobre os dela querendo levar comigo aquela linda imagem.
“Belas imagens sempre ficam na memória.”

domingo, 19 de setembro de 2010

Egoísmo.

Mais uma vez deixei minha linda garota por me esperar, mais uma vez deixei com que ela ficasse naquele mesmo lugar por minha espera, deixei a mais bela garota esperar por minha insana presença.
Não sei se minha garota ainda está por me esperar, mais sei que ainda não poderei lhe explicar os motivos das minhas ausências, pois me encontro em uma cama de hospital, com uma doença de nome estranha e com a certeza de uma morte breve. Minha garota confiou mais uma vez em mim, minha garota acreditou que desta vez eu iria até seu encontro, desta vez eu iria ao seu encontro, estava pronta pra ir, estava com o casaco que ela mais gostava, com o perfume mais doce e com um sorriso escancarado no rosto. Só que desta vez houve um acidente, desta vez eu acordei nessa cama de hospital. Mais desta vez entendi o que é a palavra saudade, pois agora sinto saudades dos encontros que não fui, dos sorrisos que não pude ver, dos abraços que não pude sentir e dos beijos que não pude provar, desta vez sinto saudades do que não pude viver, pois estava preocupada com o dinheiro que subia e descia da bolsa de valores.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Alheatório.

Muitas das vezes nada sai com esperávamos, ás vezes temos de nos acostumar com coisas que não são de nossos agrados.
Vida estranha, um tanto perplexa, diria também complicada e confusa. Temos perguntas que não sabemos as respostas, muito menos sabemos realmente existe uma resposta clara para elas, algumas delas são “populares” outras são apenas perguntas de nossas autorias.
“Serão nós próprios autores de nossas vidas ou já foi escolhido quem a escreve.?”
Estranho, mais nunca sabemos como será o dia de amanha, talvez pior, talvez bacana, talvez seja só mais um dia comum e rotineiro, podemos nos perder e também perder nossos bens tanto material como emocional, podemos ser ricos ou dormir na sarjeta, podemos gritar ou simplesmente ficar ao silencio de nós mesmos. Alguns vivem com medo de não saber o que pode acontecer no minuto seguinte, outros vivem como se não ligasse para o amanha, querem viver e apenas isso basta.
No momento me encontro com medo, medo de perder o amor, tanto pelas pessoas como por mim mesma, medo de não sentir mais nada ou de sentir tanto e acabar sendo indiferente para mim.
“Como explicarei meus erros insanos, minhas historias bobas ou meu futuro incerto?”
Causa-me arrepios a incerteza e a certeza do amanha, causa-me ânsia ao saber que posso mudar ou deixar tudo como está, é simples,dormir, acordar, cumprir com obrigações e dormir novamente para que no outro dia eu possa realizar as mesmas coisas. Confortável, não.?
“Amanha acontecerá coisas novas.?”
Sou uma artista, todos nós somos artistas, temos papeis e inconseqüentemente os fazemos em todos os lugares, em todos os momentos e em todas as circunstâncias.
Personagens como filha, aluna, amiga, namorada e inimiga. Personagens, “novelas” da vida, todos são feitos com carinho junto de uma dedicação impar, são perfeitos, são únicos, reais, são sem querer.
“Qual personagem terá de fazer amanha ou depois e depois.?”

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Hoje minha menina

Hoje eu andaria de mãos dadas com você meu amor, iríamos a um belo passeio onde lhe mostraria os desenhos que o vento faz sobre as nuvens brancas do céu azul, lhe contaria minhas historias engraçadas e um pouco da minha infância, poderíamos sentar em um banco de praça e ficar por admirar as pessoas seguindo sua rotina dos dias da semana, pois eu me agradaria de ficar contigo todos os meus dias. À noite eu lhe compraria o mais belo vestido e lhe convidaria para jantar, podíamos também contar estrelas do céu e caminhar na beira da praia deixando com que as ondas do mar molhassem nossos pés, iria adorar ver seu sorriso escondido na escuridão da noite. Pois hoje, hoje serei apenas seu, minha linda menina.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Noiteda

Seus olhos estavam fixos na estrada escura, suas mãos firmes ao volante junto de seus pés que insistiam em pisar fortemente no acelerador, sua língua horas passava por seus lábios umedecendo o mesmo com certa vontade, seus dentes rangiam como o de seu motor pedindo mais velocidade. Primeira marcha segunda, terceira, quarta e finamente a quinta marcha, a velocidade aumentava cada vez mais fazendo o coração de Gerard aumentar ainda mais, sua ânsia pela velocidade, pelo risco, suas curvas eram fechadas e rápidas, dando mais adrenalina a sua “noitada”, era esse o nome que Gerard dava aos seus assassinatos noturnos.

Ela estava ali, andando vagarosamente pela estrada, seu vestido era acima dos joelhos, era uma moça de aparência bonita, loira de olhos claros, foi á única coisa que Gerard pode ver, após ter passando por cima dela com seu lindo mustang laranja. Gerard saiu do carro e foi certificar-se de que seu serviço havia sido completo, o atropelamento havia sido mais ou menos acima do joelho a fazendo cair para cima do carro e bater com a testa no para brisa, seus olhos e bocas estavam abertos, havia sangue espalhado pelo lugar, e seus braços estavam jogados meios a estrada suja. Um largo e amarelado sorriso se formou nos lábios de Gerard o fazendo fitar novamente o cadáver da garota, acendeu um cigarro e retirou um lenço de cor branca de um dos bolsos de sua jaqueta, limpou delicadamente o sangue que se encontrava no pára-choque, entrou no carro deu uma ligeira ré. De volta para sua grande “noitada”


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Borboletas.

“Belas borboletas precisam voar para novos jardins”

Esta frase estava em uma pequena parte do jornal, no quanto esquerdo quase imperceptível, seu único destaque eram as letras em negrito.

Esta frase me fez recordar das quintas férias, ela sempre vinha às quintas férias de tarde, batia três ou quatro vezes na minha porta e ficava por me esperar. Seu sorriso era daqueles largos que não tinham pressa de se desfazer, ela sempre entrava pela sala, desfilava pelo corredor e seguia em direção ao meu sofá, se punha ao lado dele a espera da minha permissão para se sentar, quando se sentava juntava suas pernas e repousava suas mãos sobre as mesmas, seu olhar passeava pela casa ate se focarem em mim, após isso ela dava um começo de prosa calma. Eu sempre lhe sorria e ficava por fitar seus pequenos detalhes espalhados pela sua face, era incrível vê-la falando de sua rotina, seus medos, suas cismas ou ate mesmo seus amores platônicos. Ela gesticulava suas mãos dando mais ênfase no assunto o tornando mais profundo e produtivo, seus lábios se moviam rapidamente deixando sair dele palavras difíceis e bonitas junto de seus olhos que me fitavam e procuravam uma nova direção para se fixar.

Era adorável passar minhas tardes de quintas férias ao lado daquela mulher, ao lado do meu antigo amor, mais ela era uma bela borboleta e belas borboletas precisam voar por novos jardins e não ficarem presas sendo admiradas por uma pessoa só.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Uma boate.

As luzes estavam fortes como se fossem faróis de caminhão, a musica penetrava em meus ouvidos como se estivessem me convidando para entrar, as pessoas sorriam e esperavam na enorme fila onde seguia para dentro da boate. Meus instintos quiseram entrar naquela boate e saber o que tanto me chamo à atenção, a musica era uma daquelas agitadas onde as pessoas dançam fazendo movimentos estranhos porem sensuais. Havia muitas pessoas no lugar, algumas dançando e outras bebendo, dava para ver que no lugar havia muitas pessoas bonitas, inclusive uma garota de cabelos pretos seguindo ate os ombros, ela tinha os olhos meios puxados e covinhas ao lado de seu lábio, seu sorriso era encantador algo como um convite para que eu provasse daqueles lábios finos. Meu olhar sobre a garota passeava pelo seu corpo como as musicas penetravam em meus ouvidos, ela me fitava os olhos e eu a fitava por inteiro sem deixar faltar um detalhe. Nossos olhares conversavam como se quisessem ir alem de uma simples e rápida conversa, seus movimentos junto da musica eram perfeitos e sua face alegre me cativava para que eu me aproximasse cada vez mais daquela garota, ate que me aproximei, dançamos umas musicas, trocamos intensos olhares e demos risadas largas. Mais em certo momento a garota me toca os cabelos e aproxima seus lábios perto de meus ouvidos onde pronunciou algumas palavras, a qual não sub decifrar, me deixou um leve sorriso e se dirigiu meio a multidão que dançava a ultima musica da boate.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

No meu sonho.

Ainda era de manha, e você entrava pela porta do meu quarto me despertando para desejar um “bom dia”, acordei com seu sorriso meigo e sua presença ao meu lado na cama, seu corpo queria estar próximo ao meu, mais meu travesseiro impedia que você chegasse mais perto, nesse mesmo instante tiramos o mesmo do nosso meio e nos abraçamos sem ter hora de acabar. Você me dizia coisas que eu não entendia, me sorria ao pé do ouvido e dava as mais gostosas gargalhadas ao receber minhas respostas cretinas. Você não se conteve e subiu em cima de mim, deixando nossos corpos ainda mais juntos, me beijava carinhosamente e eu os retribuía apaixonadamente, nossas mãos passeavam pelos nossos corpos, e você sussurrava coisas no meu ouvido, eu lhe perguntava se isso era bom, e você me respondia que sim e sorria a cada palavra vinda de mim, o sol entrava pela janela do meu quarto e batia no seu rosto de pele clara e macia, e assim dávamos continuidade aos nossos carinhos e beijos apaixonados.

Incrível, mais ate no meu sonho você esta radiante, arrancando de mim suspiros apaixonados. O sonho foi curto, mais desejei como nunca voltar ao meu sono e sonhar tudo mais uma vez.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Talvez

Talvez eu queira conhecer novos lugares, ver novos horizontes, fugir daqui e ir para outro lugar, um lugar onde eu possa correr, chorar, sorrir e gritar sem o medo de me sentir inconveniente, quero novas fotos, um desenho sem sentido e uma arvore que me proteja do sol. Talvez eu precise conhecer novos rostos, ver que não existe apenas um (a) ver que nem todos são iguais e perceber que alguns sempre decaem, e outros sempre permanecem no topo como frutas entocáveis. Talvez eu precise de um novo corte de cabelo, uma boa calça jeans e um ótimo par de sapatos, aqueles quadriculados que com o tempo fura na ponta do dedão do pé e mesmo assim continua bonito de se ver. Talvez eu precise aprender sobre sentimentos, entender que não pedimos para gostar, odiar ou ate mesmo sentir saudades de alguém, os sentimentos acontecem e o engraçado é que ninguém pede para que aconteça. Talvez eu precise aprender que a morte não é o fim do mundo, que o paraíso não é aqui e que a vida é curta. Talvez eu precise de um novo amor, daqueles que deixa as mãos geladas, o coração disparado e o corpo tremulo, iguais aqueles filmes de romance, que no final tudo da certo. Talvez eu precise andar por ai, colher algumas flores, arriscar nos jogos de azar, rabiscar o chão com giz de cera e correr por ai brincando como uma criança.

Talvez eu precise apagar essas palavras e colocá-las de uma forma menos complicada de se entender. Talvez eu só precise de uma boa noite de sono... Talvez.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O ultimo beijo.


Ela caminhava alegremente, como se o sol fosse aparecer somente para ela naquele dia frio, sua face transparecia tranqüilidade e seu sorriso dava o toque final ao cenário de felicidade. Ela estava à procura de um amor antigo, um amor que nunca a fizera esquecer tamanha pureza, ela tomou seu caminho ate encontrá-lo, e quando encontrou se postou frente ao seu amor e o fitou de forma acolhedora, dessa vez não quis tocá-lo, preferiu admirar sua face por longos minutos sem dizer nenhuma palavra. Seu amor ficou por não entender a presença dela e o motivo do qual estaria ali o fitando. Ela então sorrio, mais ainda continuou a olhar, olhar a face boba do seu amor, olhar o sorriso tímido que seu amor lhe dava quando a via, olhar que seu amor ainda podia lhe arrancar suspiros e fazer com que ela desse um dos melhores sorrisos sem o esforço de contar uma humilde piada, seu olhar era de saudade, saudade de um amor antigo, saudades de um amor que marcou para sempre a vida de uma menina boba.

Os lábios dela procuraram os do seu amor, um rápido e leve beijo aconteceu, algumas lembranças, um segredo e muitas perguntas. Ela se levantou dando um pequeno tchau ao seu amor, e seu amor não entendeu nada do que havia acontecendo, ela deu de ombro e foi frente ao ônibus que vinha em alta velocidade, o mesmo que tirara a vida do seu amor após umas semanas.

Musica.

Oh, aquela musica me lembra muito você, me lembra quando aceitei ouvi-la pela primeira vez, me lembro o modo em como ela penetrou nos meus ouvidos e logo me fez querer cantá-la. “Quem foi que disse que pra estar junto precisa estar perto”, as palavras se juntavam e dava forma a nossa historia, parecia que a musica tinha sido feita para nós, para resumir um pouco de tudo que se passava entre nós. Não havia musica que descrevesse melhor tudo o que havia acontecido entre a gente se não fosse essa. Me lembro de quando você a contou para mim, sua voz rouca misturada com o tom de voz de uma criança, isso me causava alegria, me fazia querer cantar para me sentir perto de você, “Vem pra cá, pra eu ver que juntos estamos”.

Esta musica se tornou a “canção da saudade” algo como matar minha saudade de você, como controlar minha saudade por você. Oh, como não me canso de cantar, de cantar para você, de cantar para você me ouvir, de cantar para você sentir, será que mesmo longe você poderá me ouvir.?


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Reviver.

Sophia estava sentada em um daqueles bancos de boate que costumam ficar perto do balcão onde serve bebidas, em sua mão direita estava um copo de uísque acompanhado de um cigarro pela metade, seu olhar passeava pela boate na esperança de encontrar um rosto familiar junto de seus pés que insistiam em acompanhar o ritmo do rock antigo que estava por tocar. Do outro lado da boate havia umas cadeiras que davam de frente para um pequeno palco onde tinha uma banda desconhecida tocando, em uma dessas cadeiras estava sentada uma garota de cabelo preto e pele branca, estava usando uma jaqueta de couro junto de um jeans escuro, a atenção da menina estava fixa na banda que estava tocando, e os olhares de Sophia estava sobre a tal menina.

-Essa é uma das melhores musicas que conheço, deveriam fazer musicas iguais a esta hoje em dia, não acha.?

Sophia agora estava sentada ao lado da menina, deixando a fumaça de seu cigarro sair de sua boca e invadir o rosto da menina que acabara de “conhecer”. A menina ficou por fitar Sophia alguns instantes voltando novamente a fitar banda.

-Sim, é por esse motivo que ainda venho aqui, as musicas são as que eu adorava ouvir e que hoje em dia não se ouve com tanta freqüência.

-Verdade, aqui é o único lugar que ainda toca esse tipo de musica, desculpa a pergunta boba que vou lhe fazer, mais é que estou curiosa para saber, você costuma vir sempre aqui?

A tal menina sorriu de uma forma agradável, voltando seu olhar para Sophia, dessa vez chegou um pouco próximo para que sua voz chegasse melhor ate os ouvidos de Sophia.

-Costumava vir sempre, mais estive de viagem, então fiquei um tempo sem vir, mais como estou de volta vou começar a freqüentar mais esse lugar, não consigo ficar sem ouvir essas musicas.

Ambas sorriram e se entre olharam por longos minutos, alguns desvios de olhares e uma liberdade de quem se conhecia há muito tempo, nenhuma palavra foi dita nesse momento, mais os olhares diziam muitas coisas junto dos movimentos vergonhosos e desculpas bobas para se tocarem rapidamente.

-Me desculpe, mais qual é seu nome.?

Sophia dessa vez se inclinou para perto da menina colocando seu ouvido próximo dos lábios dela, esperando pela sua reposta, o jeito que a voz da menina penetrava pelos ouvidos de Sophia a fazia relembrar momentos não tão distantes.

-Não é uma boa idéia eu te falar meu nome, pois você sabe quem sou, já se passaram tanto tempo, aconteceram tantas coisas e mesmo assim parece que sinto os mesmo sentimentos.

Ambas se olharam, desta vez deixaram o silencio dominar aquele momento, os olhares eram triste vindo de uma saudade profunda. Sophia deixou suas mãos repousarem sobre suas pernas, seus lábios tremiam como se quisessem falar alguma coisa, mais a coragem não era tão grande para que ela pudesse tomar tamanha atitude.

-Eu tenho que ir embora, vai ser melhor.

No instante que amenina procura a porta de saída Sophia à segura por um de seus braços impedindo sua partida, nesse instante ambas ficaram se olhando.

-Você já saiu da minha vida uma vez, e me fez sofrer por isso, não posso permitir que saia da minha vida outra vez, não desta vez.!


terça-feira, 6 de julho de 2010

Nas mãos.

Sempre quis ter algo em minhas mãos, algo que vá alem de meus dedos, minhas linhas, algo que eu possa saciar o prazer ao simples tocar, que eu possa desejar dia e noite, que não me enjoe de ter nas mãos. Quero algo mais valioso que diamante, onde meus olhos não vêem a imperfeição, quero poder apalpar, chamar de meu, viver alem das humildes palavras, quero sentir o calor e frio, sentir o corpo e ouvir o descompassar do coração. Quero lembrar-me do cheiro, viajar alem da realidade e mesmo assim ainda ter algo em minhas mãos.

Quero ter seu amor, seu coração.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Se levantar

Era como se os lençóis de minha cama me prendessem sobre ela me impedindo de ver o sol que brilhada ao lado de fora, meu corpo pesado ajudava ainda mais minha má vontade de se levantar, então fiquei por fitar o sol pela pequena fresta que havia sobre a janela de meu quarto, o sol parecia estar lindo, lindo para sair e caminhar, lindo para ver as pessoas e receber abraços, lindo para sorrir sem medo de ser feliz, mais meu espírito queria estar ali, queria ficar depositado sobre a cama sem hora de sair, sem hora de se levantar, sem hora de sair para viver, queria permanecer na cama fria e vazia.

Senti minha mente vagar pelos cantos do quarto como o silencio que vagava sobre minha casa, senti meus olhos irem alem da pequena fresta que dava de frente ao sol, pude sentir meu espírito ser acolhido pelo sol agradável que fazia do lado de fora, era incrível tamanho calor, tamanho brilho junto de tamanha beleza, mais novamente senti minha alma cansada, cansada de tanta dor, tanta angustia, tanto silencio, fiquei por admirar o sol, fiquei por imaginar o quanto ele era importante a algumas pessoas, fiquei a pensar como seria meu dia se estivesse me levantado, se tivesse aberto a janela e ali estivesse ficado.


terça-feira, 22 de junho de 2010

As estrelas

A pequena menina adorava ver o céu escurecer e nele aparecer as mais belas estrelas, ela adorava ergue suas pequenas mãos para o céu e imaginar-se roubando uma das mais brilhantes estrelas, ela sorria ao final de toda imaginação, ela gostava do brilho e o formato que cada uma delas tinha. Umas receberam nomes e outras idades e apelidos, mais havia uma estrela em especial, uma estrela na qual era apenas dela, a estrela flora, assim dizia ser o nome da sua estrela preferida, a mesma tinha um brilho impar junto de um tamanho incrível, ela adorava ver que “todas” as noites a estrela flora estava brilhando para sua janela de quarto, isso era o que mais lhe arrancava gargalhadas. A pequena menina dizia que um dia estaria lá no céu, brilhando com a sua melhor estrela, a pequena queria guardar para ela todo aquele brilho reluzente e bonito, a pequena queria ser admirada por alguém assim como ela admirava aquela estrelas, e assim foi à pequena menina para o céu brilhar junto da maior e mais bela estrela flora.

domingo, 20 de junho de 2010

Aquela noite


Deu para ouvir apenas a batida da porta, e lá estava ela, na minha frente me fitando com seus olhares serenos, nesta noite ela estava usando um casaco preto me impossibilitando de ver o resto de suas roupas, seu batom vermelho realçava seus lábios finos bem definidos, me encontrei em êxtase profundo onde me perdia nas curvas de seu corpo.

-O que faz por aqui há essa hora.? Perguntei tentando não transparecer meu medo, minhas vontades, minha raiva e todo meu amor bobo, não ouvi nenhuma resposta, então fiquei a fitar seu olhar devorador, dava para ouvir o tremor do meu corpo junto da batida descompassada do meu coração fraco e inútil.

- Anda, me diz o que quer de mim.? Entre gaguejos fiz a ultima pergunta, esperando por uma resposta sensata onde eu possa tomar enfim uma decisão. Ela caminhou ate a mim, com seus passos largos, me tomando em seus braços quentes onde me perdi em um mundo sem volta, nenhuma palavra foi dita naquele momento, nossos olhares se comiam junto de nossos corpos que insistiam em estarem juntos, suas mãos escorregavam pelas minhas costas deixando em cada toque a macies de sua pele, meus lábios já sabiam por onde começar a beijar junto de nossas mãos que pareciam ter vontades próprias.

Ah, me lembro como se fosse hoje, aquele dia, aquela noite, aquela sala, aquele amor, aquela mulher e o único e primeiro dia em que deixei a coragem assumir o lugar da insegurança.

Incomum.


Ela já não me fala sobre amor e eu já não escrevo sobre amor para ela, somos iguais, mais ao mesmo tempo o oposto, algo estranho e comum de se ver, almas gêmeas com destinos trocados.

Ela já não me vê e eu já não telefono para ela, temos o mesmo pensamento com objetivos diferentes, algo normal e rotineiro, vida diferente junto de um sentido comum.

Ela já não me toca e eu já não preciso olhar para ela, o desejo em mente aumenta tornando algo proibido gostoso, como uma sinfonia de musicas clássica, apreciamos o desapego e gostamos de uma noite só.

Ela já não me procura e eu já não leio sobre ela, somos sempre juntas mais nunca estamos próximas, algo prazeroso que deixa saudades, desejamos o escuro vindo de uma clareza em comum, algo distante e próximo.

Ela já não fala meu nome e eu já não sei qual é o sobrenome dela, a pureza junto da malicia torna coisas intensas, tornando o comum algo extremo.

Ela é especial para mim e eu sou especial para ela, mais não somos únicas uma para a outra.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Substituição.

Ela o fitava de uma forma impar, queria estar dentro e nunca sair, queria sentir e nunca mais soltar. Ela a olhava de uma forma calma e doce.

-Vai voltar qualquer dia desses.? Perguntou ela entre soluço vindo do choro.

-Não sei, ainda não sei quanto tempo terei de ficar por lá. Respondeu ele procurando as melhores palavras.

-Tome cuidado, e promete não me esquecer.?

-Prometo, pois você será única, já se esqueceu da nossa promessa.? Vamos ficar velhinhos juntos e rir das historias bobas. Disse ele deixando um sorriso se formar pelo seu rosto.

-Nunca me esquecerei, só tenho medo de não ser assim. Disse ela baixando o olhar.

- Te amo minha pequena. Afirmou ele dando lhe um forte abraço acompanhado de beijos no cabelo.

Ela chorou ao vê-lo partir, mais se fez forte por sua espera, mesmo sabendo que a espera não é algo duradouro, pessoas vêem e vão, algumas ficam por um longo tempo, outras vão por tempo indeterminado, somos substituídos todos os dias, a qualquer momento, por qualquer sentimento, somos passageiros, somos apenas pessoas que passam na vida dos outros. Assim como pessoas são passageiras em nossas vidas, nos deixando algum aprendizado, seja ele simples ou importante.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Se perder



Era um dormindo de noite fria misturada com o calor humano, adorava freqüentar aquele bar, algo para sair da rotina que com o tempo virou minha rotina, gostava das musicas desconhecidas que tocavam ao fundo junto das conversas paralelas das pessoas, eu apreciava ficar na ultima mesa fitando as pessoas e seus “romances” bebia do mesmo vinho e relaxava do dia cheio que costumava ter, trabalhar em uma agencia de viagens não era nada fácil. Nunca fui uma pessoa imprevisível as pessoas já sabiam bastante de mim, pois nunca mudei sempre continue a mesma pessoa, seria, fria, ignorante e de poucos amigos.

Nessa noite quando estava bebendo os últimos goles do meu vinho, pensando em se levantar e ir para casa, me dei conta de que alguém havia se sentado do meu lado, era uma mulher de cabelos ate os ombros, de lábios finos, não pude reparar tanto, a escuridão do lugar me impedia de ver algo alem disso, ela sorriu me dizendo algumas palavras nas quais não escutei, apenas sorri e voltei a beber meu vinho. Ela permaneceu do meu lado, uma vez me olhando e outra procurando o que falar. Quando me levantei senti uma mão suave tocar meu paletó, a fitei novamente esperando uma resposta, ela sorrio, dessa vez falando um pouco mais alto para eu ouvir.

-Fique mais um pouco.

Ela tinha uma voz suave, gostosa de ouvir, então sorri e me sentei novamente, dessa vez olhando para ela, procurando ver se a conhecia, mais não tive muito sucesso, me esqueço das pessoas, acho que por isso não tenho tantos amigos. As horas foram passando e nenhuma palavra era dita a não serem os olhares que se cruzavam durante as musicas e os zumbidos das pessoas falando ao fundo, pedi mais um vinho e perguntei se ela também queria, ela fez que sim e continuou a me olhar, confesso que fiquei constrangida com o olhar dela então iniciei uma pergunta

-Como é seu nome.?

-Alice, e o seu.? Perguntou ela com sua voz suave.

-Sabrina, lindo nome o seu. Deixei o sorriso invadir meu rosto levando meu olhar para outros lugares.

Nossas bebidas haviam chegado e nossas conversas tinham sumido se é que tivemos um dialogo digno de uma conversa, apenas nos olhávamos e bebíamos o vinho que estava sobre a mesa, ao acabar a musica, notei que havia se levantado e se dirigia para mais perto de mim, me olhou com um olhar devorador deixando em mim um leve beijo perto da boca, eu não sabia o que fazer ou se devia fazer alguma coisa, ela passou uma de suas mãos sobre meu rosto dizendo por final tchau.

Quem era ela.? O que ela queria.? E o que fez comigo.?

Depois disso notei que tive medo de seguir em frente e ver no que poderia acontecer, medo de me entregar e me machucar, medo de me perder e não poder voltar, ela se foi e deixou perguntas, mais apenas uma resposta, na qual eu mesma sei responder.

“Somos seres humanos, somos fracos e temos medo de fazer aquilo que temos vontade”

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sentidos.

Tem horas que é preciso ficar sozinho e pensar nas coisas que te aflige, às vezes é melhor o silencio do que palavras ditas em vão, horas em que é melhor falar do que guardar consigo algo que sufoca, momentos em que o olhar diz tudo e ao mesmo tempo guarda segredos, gestos que falam mais que palavras, semanas em que o xingamento é uma forma de dizer “Eu amo você”, dias em que chorar faz bem e alivia, meses em que chorar machuca e sorrir alegra, anos em que sonhar se transforma em algo maravilhoso mais em segundos te faz querer viver uma realidade, palavras falsas junto de brincadeiras verdadeiras fazem parte do dia dia, pensamentos que mudam como a cor do céu, amores platônicos que faz chorar, algo que se vive, algo que não se pode viver, amores que se vão sem ter ao menos começado, amores que começa por um fim sem começo, chuvas que traz sol ou quase sempre o frio, amores que tem prazo de validade, noites em que dormir é o melhor remédio, amores que continua depois de um longo termino, madrugadas que é melhor permanecer acordado, musicas que falam por você e outras que mal sabemos o nome.

Coisas que ficam e que vão, momentos que passam e não volta, chances perdidas e outras ganhas tudo junto de uma vida a ser seguida.


quarta-feira, 5 de maio de 2010

Garota bebada


Minha tontura ainda não passou, ainda sinto o gosto ruim de vomito e o cheiro insuportável do cigarro sem marca.
Mal consigo abrir os olhos e tudo continua rodando, rodando e rodando.! Está tudo fora do lugar e minha cabeça parece não querer parar de girar.
Posso notar que minhas roupas estão molhadas de vomito e vinho barato, ou até mesmo de qualquer bebida "ralé" que são vendidas em botecos de esquina.

Parece que estou em outro mundo, posso sentir o enjoo tomar conta de mim novamente, para dizer a verdade...já não posso sentir nada, acho que nem minha lucidez.
Estranho não sentir nada, mas mesmo assim, continuar sentindo sua presença filha da puta vagando nos meus pensamentos fúteis.
Imaginei por alguns minutos o que você estaria fazendo agora, me veio a certeza de que estaria bebendo um de seus uísque luxuoso, junto de suas vadias. BABACA.!
Sinto que a terra ainda está girando, mas parece que sou eu quem estou girando por ela, agora tanto faz.! Logo tudo isso passa e mais uma vez volto a fazer tudo de novo.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O coração.


Heii, você que é o pensamento.? Se for preciso da sua ajuda, sei que não me conhece ao menos sabe meu nome, mais prometo que não vou lhe incomodar ou fazer algum mal.


Prazer, eu sou coração, me disseram que o pensamento faz parte do coração, então resolvi te procurar para pedir uma ajuda ou alguns conselhos, soube que você é um grande causador das minhas dores. Sabe, já amei, ou melhor, nos amamos tantas pessoas, e só você e eu sabemos o quão foi ruim ver essas pessoas irem embora sem se preocupar com as nossas dores, e mais uma vez vejo que estamos nos machucando, mais uma vez estamos amando, queria que desta vez fosse diferente, estou cansado de sentir dores e creio que você também esteja cansado de pensar em uma solução, talvez se você pudesse ir com calma ou amar a quem te quer, isso seria um pouco fácil, e não nos traria muitos problemas, não quero ficar doente de novo, demora tempos para me recuperar e meses para você se esquecer. Podíamos trabalhar juntos nisso, mais também não quero deixar de amar, pois faz parte do coração e também do pensamento. Enfim, será que poderíamos entrar em um acordo.?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pessoas.

Sentada naquele banco de praça presenciei pessoas indo e vindo, algumas indo ao seu destino e outras chegando ao seu destino, observei milhares de rostos, e notei todas as expressões, algumas alegres, outras tristes e algumas nem tristes e nem felizes, todas andavam e se perdia no meio da multidão de pessoas diferentes e ao mesmo tempo iguais, todas carregando consigo seus problemas, sentimentos, paixões e medo, sem perceber que estão perdidas em seus próprios pensamentos. Pessoas passando ao lado de pessoas que podem um dia serem importantes, pessoas procurando um refugio chamado amizade, pessoas querendo um pouco de tempo para tomar uma prosa e rir ate dar dor na barriga.

Todas passavam mais ninguém parava para ver o clima do dia, ninguém saia do seu “mundo rotineiro”, apenas passavam pela praça e seguia seu destino sendo ele qual for.

Será a falta de tempo ou a imaturidade de ver que a vida não é simplesmente passar e sim observar e admirar.?

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Tentar.

Eu posso voar, eu posso fechar os olhos e imaginar meus desejos, eu posso conhecer alguém sem mesmo sair do lugar, eu posso correr e me sentir livre de algo que me prende, eu posso te dizer meus sentimentos mesmo tendo medo da resposta, eu posso sorrir sem medo de estar errado, eu posso acertar mesmo sabendo que esta errado, eu posso ir ate você mesmo sabendo que não é certo, eu posso sentir a chuva cair mesmo quando esta sol, eu posso ir embora para outro lugar mesmo sabendo que posso deixar saudades, eu posso cantar mesmo sem saber a musica, eu posso me levantar mesmo sabendo que posso cair, eu posso escrever mesmo sabendo que vou apagar, eu posso chorar mesmo sendo forte, eu posso pedir desculpas mesmo sabendo que estou certa(a), eu posso beber mesmo sabendo que a tontura passara daqui uns minutos, eu posso dormir mesmo sabendo que posso ter pesadelos, eu posso estar contigo mesmo sabendo que você poderá me deixar, eu posso te abraçar mesmo sem ser abraçada, eu posso sorrir mesmo estando triste, eu posso chorar mesmo estando feliz, eu posso comer mesmo estando gorda, posso dormir mesmo estando de dia.
Sim, eu posso.! Mais o medo não deixa.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A carta.


Barueri 07 de abril de 2010

Talvez eu já esteja longe, pegando o ultimo vôo para os estados unidos, vou sentir sua falta, principalmente dos seus conselhos e carinhos, estou indo atrás do que se diga “meu” to seguindo meu coração e realizando alguns sonhos junto dele.

Esta sendo difícil viver em um lugar onde o preconceito cresce cada vez mais, não vou mais esconder algo que quero mostrar para todo mundo, estou farto de fazer um personagem no qual não sei ao menos atuar.

Vou me casar com Thomas, não terá festas ou coisas do tipo, será algo discreto e rápido queria ter você presente nesse momento, pois você saberia bem o que me dizer no momento em que estivesse ansioso, mandarei algumas fotos e sempre terá noticias de mim, me desculpe por não lhe avisar pessoalmente, creio que não iria entender no momento, mais precisava fazer escolhas sem pedir opiniões.

Mãe, obrigada por entender meus sentimentos e me apoiar nas horas em que pensei que não me apoiaria

Explica tudo para o resto da família, saberá bem como usar as palavras, peça desculpas a minha irmã, pois tive que a deixar sem ao menos me desculpar pelas brigas.

Beijos de seu filho Derek.