Sentei-me sobre a escadaria do terminal de trem, estava por esperar alguma motivação, vontade ou até mesmo forças, seja lá o que fosse, era somente para voltar para casa.
Vistei diante de mim a poucos metros de distancia um rapaz bonito de cabelos finos e bagunçados, tinha um lábio fino e rosado, junto de dentes brancos e pequenos, suas calças estavam surradas, mas davam o charme preciso para o rapaz desconhecido.
Dei-me por observa-lo.
Seus olhos procuravam alguma direção, pareciam estar procurando algo ou alguém, mas de fato não se sabia o que era, se sabia que estava por procurar, mas o que era? De fato não se sabia.
Sua expressão era confusa demais para entender o que se passava com ele, mal sabia se estava sob efeito de alguma droga, não se sabia muitas coisas, para ser sincera, não se sabia de nada.!
Seus olhos eram lúcidos, mas seu comportamento era de louco ou de alguém em desespero. Podia se dizer que era um desespero avassalador, porem bonito de se observar.
Meus olhos não paravam de fita-lo, não tirei os olhos dele em momento algum e com cautela, cuidei de cada movimento, cada expressão e cada desespero feito pelo rapaz.
Em segundos pude notar sua loucura misturada com sua lucidez. Entreabriu a boca, apoiando os cotovelos sobre os joelhos magros e sem formato algum. Seus olhos eram rápidos demais e passeavam depressa por todos os cantos da cidade, inclusive por ele mesmo. Oras procurava algo ao seu redor, oras procurava em si mesmo algo invisível, mas logo depois se perdia em meio a tanta confusão.
Entre tantas pessoas o rapaz sumiu feito fumaça e minha inspiração e criatividade se foi como ar de furacão.
(Samanta Souza e Silva S.S.S)

