terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ser adulto

Já não se sabem nada, muitos menos sabem se sabe saber alguma coisa, os adultos adoram confundir algo que é inconfundível.
Os dias estão ficando quentes demais, porem existem corações frios, sem compaixão alguma, mas não se assuste, es aqui o mundo dos adultos, seja bem vindo.!
Lembro-me do quanto que gostei das minhas brincadeiras de infância, sempre gostei de brincar de ser "gente grande", adorava imaginar minha empresa, meu apartamento, carro e uma vida que todos pedem a Deus.
Engraçado é ver como a imaginação de criança sempre foi um portal maravilhoso de sonhar, os sonhos nunca eram difíceis e tudo poderia acontecer, creio que os adultos tem dificuldade e não sabem sonhar, sempre colocam obstáculos no caminho.
Es que estou aqui, colocando obstáculos nos meus sonhos de infância.
                                                                               
                                                                                          Samanta Souza e Silva (S.S.S)

Folhas de outono



O vento vinha brincar levemente com os fios dos cabelos dela, e a mesma gargalhava até perder o ar, parecia estar sendo acariciada, transparecia calmaria ou talvez alegria.
Ousava em arrumar seus cachos bagunçados, oras os colocavam atras das orelhas, oras decidia que com apenas um passar de mãos os arrumaria.
Não parecia incomodo algum arrumar seus cabelos para que o vento vinhesse desarrumar-los novamente, era como se eles brincassem, como se ambos conversassem, como se amassem de alguma forma.
Seus olhos passeavam atentamente pelos cantos e seu corpo rodava como se não tivesse dono algum para o segurar, de fato não se tinha, pois seu corpo e sua pessoa eram livres e felizes por não se prender a nada.
Seus cabelos caiam pelo rosto, cobrindo o mesmo com sutileza, não se perdia a beleza, pelo contrario.! Só a tornava ainda mais bela, ainda a tornava menina que aprenderá a brincar com a brutalidade do mundo lá fora. Mas que grande coragem.! Mas que ousadia absurda.!
És linda e corajosa, és graciosa e diferente de mim que não se expõe ao mundo lá fora.

                                                               Samanta Souza e Silva (S.S.S)

 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Para ela




São as curvas que ela tem, é a suavidade bruta que tem as curvas da cintura dela. São desenhos pintados a mão, quase que indescritíveis, é uma mistura de brutalidade e delicadeza, essas são as curvas do corpo dela, mas que belas são as silhuetas que ela tem.
Causam-me arrepios estranhos, causam-me turbilhões de sentimentos insaciáveis ao pensar no corpo despido dela, causa-me descompasso no coração ao pensar no contraste perfeito que tem corpo dela junto ao lençol desbotado da cama.
São respirações ofegantes ao pé do ouvido, junto de apertões, chupões, gemidos tímidos e cheios de tesão. Mas que gemidos bons de se ouvir.! Parecem musicas, parecem êxtase.
É o mel escorrendo por entre as pernas dela, se misturando com o cheiro de amor que invade os pulmões, é o gosto bom que o oposto tem, é o gosto gostoso dela.
São paladares se deliciando.! Ambos entrando em com contato com o sexo.
São os corpos "judiados" de tanto amor, são os corpos trémulos de tanto tesão, de tanta vontade de serem devorados pelo oposto.
Eu digo que gosto de tudo que é dela.!

                                                              Samanta Souza e Silva (S.S.S)