segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Fujir sem nome e sem sentimentos


O problema, moço, é que as vezes me bate um doideira que sinto vontade de ir embora, mas não tenho para onde ir.
É como minha mãe me disse, "primeiro você precisar ter cu, pra depois querer ir". De certo, minha mãe tem razão nessa parte, mas moço...o senhor sabe que vontade a gente não entende, só sente e eu só sei que quero sair por ai...Correndo, chorrando, feliz, desesperada, sorrindo, gritando. Chega até da vontade de ser alguém, sabe.? Mas quem.? Nem sei quem sou.
O mundo é grande demais e tem pessoas demais e sentimentos demais, falatórios demais, brigas demais é tudo demais que chega até dar saudade do pouco, sabe.?
E a gente aprende, moço, aprende que viver não é fácil e que desistir também não e a gente aprende...aprende e só aprende, nada mais.
Seu moço.! Garanto que qualquer dia desses vou sair correndo por ai, vou correr até minha lucidez voltar e só depois....só depois vou querer pensar no tamanho da bobagem que fiz. Estranho, né.?
Acho que preciso dormir um pouco ou talvez eu precise ler um livro...acho que é só estou cansada do dia. Deve ser isso.
                                                                                            Samanta Souza e Silva S.S.S

terça-feira, 30 de julho de 2013

Manhã ensolarada


Por favor, garçom, me sirva um café bem forte, quero um café amargo, daqueles de queimar os lábios.
Preciso sentir alguma coisa, preciso sentir algum sentimento, alguma alegria, seja lá o que for.
Sabe, garçom.! Tem um dia lindo ai fora, hoje o sol resolveu aparecer e é notável a alegria no rosto das pessoas, mas não vejo alegria nenhuma no meu rosto, minha expressão está tão desesperada que tomou conta de todos e quaisquer sentido meu. Me sinto sem sentimentos, me sinto tão miserável e sem utilidade alguma. O senhor acha certo alguém se sentir dessa forma.? Acha certo um ser humano se expor dessa maneira, ser humilhado, ser fracassado.? E onde é que se encontra alegria no meio de tanta confusão.? Onde é que se enfiou a tal da felicidade.? O senhor acha justo tudo isso.?
Todos os dias pessoas acordam na esperança de ser alguém na vida, acordam na esperança de conquistar alguma coisa, mas o senhor já sabe como é que vão se deitar, não é mesmo.? Sabe que no fim da noite as esperanças estão esgotadas e sabe lá se o amanhã surgirá outra esperança.
Todos os dias pessoas se levantam pela manhã, vão para seus trabalhos e são "obrigadas" a  aguentar cara feia, reclamações e ordens. Tem que aguenta todo dia uma sociedade bruta e sem respeito nenhum com o próximo. Sabendo que isso tudo é só para que no final do mês tenha 500 reais na sua conta bancaria.
O senhor acha justo esse salário miserável.? Onde está, onde é que está a felicidade, onde está o conforto e o bem estar das pessoas.? Somos sujeitos a tanta babaquice.
Estou tão cansada, estou tão farta das mesmas coisas, é sempre as mesmas reclamações, sempre as mesmas coisas, já estou transbordando de insatisfação e mal sei onde é que tudo isso irá levar.
O senhor acha que estou enlouquecendo.? Porque as vezes eu acho que já estou.
                                                                               (Samanta Souza e Silva S.S.S)


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Adeus

Há que devo a honra, dona solidão.? Novamente você está por aqui.! Voltou a ser minha inseparável companheira.? Cansou de ser generalizada como "É só sono" e resolveu voltar para mim que nunca neguei sua companhia.?
Sente-se aqui, minha amiga, console um pouco do meu desespero e me faça companhia como nos velhos tempos. Já que a felicidade está de malas prontas.
Preciso dizer-te que não senti sua falta, confesso que a felicidade é bem melhor do que você, mas por ela ser tão boa seria fato que não seria por muito tempo. Eu já devia saber disso, mas resolvi não acabar com a minha alegria e cheguei até pensar que ela ficaria para sempre, ingenuidade da minha parte, não é.?
Senti que você voltaria em breve, mas sinceramente achei que não fosse tão rápido como está sendo, talvez eu não tenha percebido o tempo passar, pois para mim parece que passou tão rápido, mas sei que já se passaram um tempo desde que a felicidade chegou e você foi embora.
Achei que você tivesse se perdido em outros sentimentos sem que fossem os meus.
Mas por favor, não repare o meu desespero e nem meu cansaço, peço que não repare em mim, nas minhas roupas ou nas minhas expressões, pois não esperava sua chegada e…E aqui está você, sentada do meu lado, se arrumando para ficar aqui, para se deitar e ficar comigo por tempo indeterminado.
Devo lhe admitir que não estou pronta, não sei se serei forte desta vez, parece que a dona felicidade me deixou mal acostumada, tirou de mim aquele gelo no coração que você tinha posto. Peço que tenha paciência comigo, pois desaprendi a ser triste, sabe solidão.? Desaprendi a ter os pés no chão, talvez eu tenha desaprendido a ser eu, não sei o que é ser eu, só eu, sabe.?
Venha.! Vou levar a felicidade até a porta e logo depois vou lhe fazer um chá e então descanso nos seus braços.

                                                                                   (Samanta Souza e Silva S.S.S)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Rapaz




Sentei-me sobre a escadaria do terminal de trem, estava por esperar alguma motivação, vontade ou até mesmo forças, seja lá o que fosse, era somente para voltar para casa.
Vistei diante de mim a poucos metros de distancia um rapaz bonito de cabelos finos e bagunçados, tinha um lábio fino e rosado, junto de dentes brancos e pequenos, suas calças estavam surradas, mas davam o charme preciso para o rapaz desconhecido. 
Dei-me por observa-lo.
Seus olhos procuravam alguma direção, pareciam estar procurando algo ou alguém, mas de fato não se sabia o que era, se sabia que estava por procurar, mas o que era? De fato não se sabia.
Sua expressão era confusa demais para entender o que se passava com ele, mal sabia se estava sob efeito de alguma droga, não se sabia muitas coisas, para ser sincera, não se sabia de nada.!
Seus olhos eram lúcidos, mas seu comportamento era de louco ou de alguém em desespero. Podia se dizer que era um desespero avassalador, porem bonito de se observar.
Meus olhos não paravam de fita-lo, não tirei os olhos dele em momento algum e com cautela, cuidei de cada movimento, cada expressão e cada desespero feito pelo rapaz.
Em segundos pude notar sua loucura misturada com sua lucidez. Entreabriu a boca, apoiando os cotovelos sobre os joelhos magros e sem formato algum. Seus olhos eram rápidos demais e passeavam depressa por todos os cantos da cidade, inclusive por ele mesmo. Oras procurava algo ao seu redor, oras procurava em si mesmo algo invisível, mas logo depois se perdia em meio a tanta confusão.
Entre tantas pessoas o rapaz sumiu feito fumaça e minha inspiração e criatividade se foi como ar de furacão.

(Samanta Souza e Silva S.S.S)

domingo, 5 de maio de 2013

É tudo, todo o emaranhado, cheio e muito bagunçado







É tudo, todo o emaranhado, cheio e muito bagunçado.
Meu guarda-roupa está pelos avessos, não consigo encontrar nada e tem tantas coisas para arrumar.
 Sinto que minha vida não está tão diferente dele, me lembro de que a frase e o lema eram "manter o guarda-roupa em ordem, pois ele é reflexo da sua vida, se o mantiver arrumado, nunca perderá suas coisas". Preciso arruma-las, coloca-las no lugar. 
As gavetas da paciência estão cheias, posso achar de tudo lá dentro, menos a tal da paciência, parece que se perderam em meio a tantas coisas, me falta paciência para arruma-las.
As portas do respeito estão tão cheias que mal consigo abri-las, muitas coisas estão atrapalhando sua movimentação.
As prateleiras estão cheias de pó, não consigo encontrar meu horizonte, está tudo ficando fosco e não estou enxergando nada alem do pó.
Meus tênis estão sem cadarços, sem palmilhas e mal sei se ainda tem pares. Estou para dar uma olhada neles, mas me falta vontade.
Estou me cansando de procurar e não encontrar mais nada. Pergunto-me onde é que estão minhas coisas e onde foi que enfiei todas elas.
Esse meu tempo está me tomando, me tornando um nada e deixando com que eu perca o controle. Eu não quero perder o controle, pelo menos nunca quis.
Preciso abotoar minhas camisas, alguns botões estão perdidos por ai, e ainda não tive tempo e nem paciência de encontra-los e coloca-los no lugar.
Calma, preciso achar minha calma, mas também não sei onde foi que as coloquei, creio que tenha sido em algum lugar por aqui, mas ainda não me lembro onde.
Vamos.! Preciso arrumar e por fim colocar tudo no lugar.

                                                                                    Samanta Souza e Silva (S.S.S)

terça-feira, 16 de abril de 2013



Vou deixar você ir embora sem que se preocupe com sua volta, pois você, melhor que eu, sabe que ambas as partes precisam de novos conhecimentos.
Não posso deixar que fique aqui comigo, seus conhecimentos não podem se limitar, não quero que fique como os meus.
Tenho uma enorme paixão por você, mas preciso que vá e que não volte, pois preciso aprender a viver sem você e quero que viva sem mim.
Sinto o coração parar de pulsar e sinto medo do desconhecido que é o mundo sem você.
Você é linda, precisa ver o mundo lá fora, precisa conhecer coisas das quais desconheço, preciso que viva e que dessa vez...seja diferente.
Pegue o primeiro ônibus que ver, pois se você for demorar, vou te prender aqui e parar com toda essa baboseira de te deixar partir. Siga pelo horizonte e me mande cartas descrevendo cara paisagem bela.
Vá logo.! Antes que teu ônibus tome rumo, porque ele não ficará a tua espera, mas eu ficarei e vou ficar para sempre.

                                                                                       Samanta Souza e Silva
(Texto corrigido, mas com o mesmo sentido)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Eu quero.!





Suas mãos de veludo passeavam suavemente sobre minha cintura, me tocavam como se fosse musica e me enchia de arrepios longos.
Fechavam-se os olhos sem presa de serem abertos, e por fim, estava dopada de tanto prazer.
Sentia que o barulho de nossos beijos fossem musicas boas para nossos ouvidos e que o bater de nossas mãos nas paredes e moveis fossem instrumentos propositalmente feitos para nós.
Suas mãos passeavam por todo meu corpo e se perdiam por D’baixo das roupas que agora estavam quentes e úmidas.
Inevitável não se perder na imensidão daqueles olhos escuros, cheios de fome, junto dos lábios saborosos e voluptuosos.
Eu quero.! Quero mais um trago do seu estrago que me faz tão bem.
                                                                                       


                                                                                    Samanta Souza e Silva  (S.S.S)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Conversinha




E sussurrei próximo aos ouvidos dela
-Me beije- E assim fora feito.!
Começamos a dançar um jazz tranquilo, deixando com que a pouca luz invadisse o sorrio amarelado dos lábios finos dela.
Es que surgiu então um sorriso torto nos lábios  daquela mulher que ousava a invadir ainda mais meus pulmões de amor.
-Linda.! Exclamei esperando uma resposta positiva, mas de fato o silencio continuou a permanecer aos nossos ouvidos ocupados por musica.
Passeavam-se as mãos, perdiam-se as mãos em nossas cinturas, acompanhadas de olhares perdidos que oras fugiam para disfarçar a timidez, para disfarçar a total fraqueza diante de um lindo ser.
Sussurrei novamente em seus ouvidos.
-Me beije- E assim mais uma vez foi fora feito.
E os olhares dela se pediam, só para que eu os encontrassem, só para que eu os sustentassem, sem que deixassem sair da hipnotização que tinha os olhos dela.
E sussurrei novamente em seus ouvidos.
-Me beije- E dessa vez fora pouco, porem apaixonante. 

            
                                                                   Samanta Souza e Silva (S.S.S)