quarta-feira, 14 de julho de 2010

Talvez

Talvez eu queira conhecer novos lugares, ver novos horizontes, fugir daqui e ir para outro lugar, um lugar onde eu possa correr, chorar, sorrir e gritar sem o medo de me sentir inconveniente, quero novas fotos, um desenho sem sentido e uma arvore que me proteja do sol. Talvez eu precise conhecer novos rostos, ver que não existe apenas um (a) ver que nem todos são iguais e perceber que alguns sempre decaem, e outros sempre permanecem no topo como frutas entocáveis. Talvez eu precise de um novo corte de cabelo, uma boa calça jeans e um ótimo par de sapatos, aqueles quadriculados que com o tempo fura na ponta do dedão do pé e mesmo assim continua bonito de se ver. Talvez eu precise aprender sobre sentimentos, entender que não pedimos para gostar, odiar ou ate mesmo sentir saudades de alguém, os sentimentos acontecem e o engraçado é que ninguém pede para que aconteça. Talvez eu precise aprender que a morte não é o fim do mundo, que o paraíso não é aqui e que a vida é curta. Talvez eu precise de um novo amor, daqueles que deixa as mãos geladas, o coração disparado e o corpo tremulo, iguais aqueles filmes de romance, que no final tudo da certo. Talvez eu precise andar por ai, colher algumas flores, arriscar nos jogos de azar, rabiscar o chão com giz de cera e correr por ai brincando como uma criança.

Talvez eu precise apagar essas palavras e colocá-las de uma forma menos complicada de se entender. Talvez eu só precise de uma boa noite de sono... Talvez.

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